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Leia: Contas públicas registra rombo de R$ 92,98 bilhões no 1º semestre
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21 de outubro de 2026 20:40

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Contas públicas registra rombo de R$ 92,98 bilhões no 1º semestre
Governo Lula

Contas públicas registra rombo de R$ 92,98 bilhões no 1º semestre

Contas públicas acumulam déficit primário de R$ 92,98 bilhões entre janeiro e junho de 2026, segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional.

Redação OPMT
Publicado em: 30 de julho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Contas públicas registra rombo de R$ 92,98 bilhões no 1º semestre
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As contas públicas brasileiras encerraram o primeiro semestre de 2026 com déficit primário de R$ 92,98 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) referente ao terceiro bimestre. O levantamento apresenta a evolução das receitas e despesas do governo federal antes da incidência dos juros da dívida pública e serve como instrumento de acompanhamento das metas fiscais estabelecidas para o ano.

Contas públicas apresentam saldo negativo no primeiro semestre

O relatório aponta que o resultado primário corresponde à diferença entre a arrecadação e os gastos do governo, desconsiderando os encargos financeiros da dívida pública. Quando esses juros são incluídos no cálculo, o déficit nominal alcança R$ 624,1 bilhões entre janeiro e junho de 2026, refletindo o peso do custo da dívida sobre as finanças federais.

O documento foi publicado no Diário Oficial da União e é assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde. O RREO reúne informações dos orçamentos fiscal e da seguridade social e é utilizado para monitorar a execução orçamentária ao longo do exercício.

Arrecadação federal supera R$ 2,9 trilhões

Durante os seis primeiros meses de 2026, a União arrecadou R$ 2,94 trilhões, valor que representa 46,41% da previsão atualizada para todo o ano. A maior parte dessa receita teve origem em tributos e contribuições, classificados como receitas correntes.

Receitas correntes e de capital

Do montante arrecadado, R$ 1,61 trilhão correspondeu às receitas correntes, provenientes principalmente da cobrança de impostos, contribuições e demais receitas tributárias.

As receitas de capital, por sua vez, somaram R$ 404,4 bilhões. Esse grupo inclui, principalmente, recursos obtidos por meio de operações de crédito, utilizadas pelo governo para financiar parte das necessidades orçamentárias.

Despesas ultrapassam R$ 3,9 trilhões

No mesmo período, o governo federal empenhou R$ 3,94 trilhões em despesas. O empenho representa a reserva de recursos para determinado gasto autorizado no orçamento.

Já as despesas liquidadas, fase em que a administração pública reconhece oficialmente que o serviço foi executado ou que o bem contratado foi entregue, atingiram R$ 2,07 trilhões até o fim de junho.

Os números demonstram que os compromissos assumidos pelo governo continuam elevados, influenciando diretamente o desempenho das contas fiscais ao longo do exercício.

Previdência continua pressionando as contas públicas

Entre os principais fatores que contribuíram para o resultado negativo das contas públicas está o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). No acumulado do semestre, o sistema registrou déficit de R$ 235,4 bilhões.

Enquanto a arrecadação previdenciária alcançou R$ 365,5 bilhões, as despesas liquidadas com benefícios chegaram a R$ 600,9 bilhões, ampliando o desequilíbrio entre receitas e gastos do sistema.

Regimes próprios e sistema militar também registram déficit

Além do RGPS, outros regimes previdenciários também apresentaram resultado negativo no período.

O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), destinado aos servidores públicos civis da União, acumulou déficit de R$ 32,9 bilhões entre janeiro e junho de 2026.

Já o sistema de proteção social dos militares encerrou o semestre com saldo negativo de R$ 28,4 bilhões, reforçando a pressão exercida pelas despesas previdenciárias sobre o orçamento federal.

Investimentos em educação seguem cronograma constitucional

Na área da educação, o governo federal informou ter destinado R$ 60,5 bilhões para ações de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) durante o primeiro semestre.

Segundo o relatório, esse valor representa 84,56% do mínimo proporcional previsto para o período pela Constituição Federal, que estabelece a aplicação mínima de 18% da receita líquida de impostos em educação.

Outro destaque do documento é a complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que totalizou R$ 26 bilhões nos seis primeiros meses do ano, reforçando o financiamento da educação básica em estados e municípios.

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