*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A disputa pelo Palácio Paiaguás vive o momento de maior expectativa nos bastidores da política mato-grossense. Durante a realização do Fórum Liderança e Empreendedorismo, promovido pelo LIDE Mato Grosso em parceria com a Assembleia Legislativa na última quarta-feira, dia 29 de julho, o presidente da ALMT, Max Russi, analisou o cenário eleitoral e destacou o impacto decisivo da convenção do União Brasil, marcada para esta quinta-feira, dia 30 de julho.
O partido encontra-se dividido internamente entre consolidar o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ou lançar uma candidatura própria ao governo encabeçada pelo senador Jayme Campos (UB).
Para Max Russi, o encontro partidário desta quinta-feira servirá como a principal bússola para os demais partidos da base e da oposição, desenhando com clareza o formato que a disputa terá nas urnas.
“Eu diria que a convenção mais importante e esperada é a convenção do União Brasil. Após essa convenção, a gente vai ter mais claro como será a eleição deste ano, porque nós poderíamos ter um candidato a mais ou não”, pontuou o chefe do Legislativo estadual.
Caso o União Brasil confirme a candidatura própria de Jayme Campos, que assegura possuir os votos necessários dentro da legenda para ser o único nome do partido na disputa, Mato Grosso passará a contar oficialmente com pelo menos três projetos ao Palácio Paiaguás, polarizados por Jayme Campos, Otaviano Pivetta e o senador Wellington Fagundes (PL).
A eventual entrada de Jayme Campos na disputa como candidato de peso altera radicalmente o tabuleiro político e abre margem real para a ocorrência de um segundo turno, avalia Max Russi. Segundo o parlamentar, a musculatura política e o tempo de TV do partido reconfiguram o peso da coligação.
“Este candidato a mais, se for, é um candidato forte, que nos dá certeza de segundo turno. Então, é uma análise política que tem que ser feita. Não tendo a candidatura do Jayme, é outro quadro, outra leitura. A definição sobre se o União Brasil vai lançar candidato já representa um tempo considerável de televisão, uma musculatura maior e também um candidato a senador. Essa definição vai dizer muito sobre o encaminhamento dessa eleição”, declarou.
Russi também alertou que na política a lógica aritmética tradicional muitas vezes falha, pois a campanha mexe com o comportamento e o sentimento do eleitorado.
“Se você tem uma eleição com possibilidade de segundo turno e três candidatos fortes, você não sabe nem quem vai para o segundo turno. A composição política muda completamente. Muitas vezes, na política, você acha que um mais um é dois e acaba sendo menos um. Não é uma conta matemática. Você mexe com o sentimento das pessoas, e o voto de cada um vale um”, afirmou.
O desfecho da convenção do União Brasil repercutirá de forma direta nas negociações e alianças de outras legendas estratégicas do estado, como Podemos, MDB, PP e PSDB, que aguardam o posicionamento oficial para fechar seus apoios e chapas proporcionais.
“A convenção esperada, que não vai necessariamente definir tudo, mas vai dar um norte para a eleição deste ano, será a convenção do União Brasil”, concluiu Max Russi.

