*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Poder Judiciário de Mato Grosso definiu o novo calendário para a retomada do julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, de 57 anos. Após a sessão ser interrompida na última quarta-feira, dia 29 de julho, o juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal Especializada, marcou o novo julgamento para o dia 29 de setembro de 2026, às 9h, no Plenário do Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal, localizado no Fórum de Cuiabá.
A remarcação ocorre em decorrência do imprevisto que obrigou a dissolvição do Conselho de Sentença durante os trabalhos da última semana, quando um dos jurados passou mal de forma repentina, impossibilitando a continuidade da participação no colegiado popular.
O ANDAMENTO DA SESSÃO INTERROMPIDA
O julgamento havia começado na terça-feira, dia 28 de julho, e avançado de maneira consistente na instrução probatória em plenário. No banco dos réus estavam Antônio Gomes da Silva, apontado como o executor dos disparos, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, militar do Exército e instrutor de tiro, acusado de atuar como intermediário, e o coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar o crime.
Até o momento da interrupção, seis testemunhas já haviam prestado depoimentos cruciais ao conselho, incluindo os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, além das testemunhas civis José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva.
Com a desistência de parte das testemunhas pelas defesas e acusação, restava apenas a oitiva de mais uma pessoa, Coraci Raimundo de Oliveira, arrolada pela defesa do réu Hedilerson Fialho Martins Barbosa, para encerrar a fase de instrução oral e dar início aos debates entre acusação e defesa.
RELEMBRE O CASO
O crime que chocou o meio jurídico e a sociedade mato-grossense ocorreu no final de 2023, quando o advogado Roberto Zampieri foi morto a tiros dentro de seu veículo, estacionado em frente ao seu escritório em Cuiabá. O atirador se aproximou pelo lado do passageiro, efetuou 10 disparos através do vidro e fugiu em seguida.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o executor permaneceu aguardando a saída da vítima por cerca de uma hora, utilizando uma caixa revestida de plástico para ocultar a arma utilizada no crime.

