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Leia: Lula vai ao TSE para proibir posts que mostram os altos preços dos alimentos
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26 de agosto de 2026 01:56

OpiniãoMT > Blog > Eleições > Lula vai ao TSE para proibir posts que mostram os altos preços dos alimentos
Eleições

Lula vai ao TSE para proibir posts que mostram os altos preços dos alimentos

Campanha de Lula pretende levar ao TSE suspeita de ação coordenada de perfis que criticam o governo pelo preço dos alimentos.

Redação OPMT
Publicado em: 25 de agosto de 2026
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7 Minutos de Leitura
Lula vai ao TSE para proibir posts que mostram os altos preços dos alimentos
Luiz Inácio Lula da Silva. Imagem: Redes Sociais.
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar investigação sobre uma possível atuação coordenada de perfis nas redes sociais. Segundo levantamento apresentado pela equipe petista, mais de 20 influenciadores teriam publicado conteúdos com críticas semelhantes ao governo federal, especialmente relacionadas ao preço dos alimentos. A apuração deverá avaliar a origem das publicações, eventuais conexões entre os perfis e a existência de pagamentos ou outros benefícios.

Preço dos alimentos entra no centro da disputa eleitoral

A alta dos produtos consumidos diariamente pelas famílias ganhou espaço no debate político durante a campanha eleitoral de 2026. Vídeos publicados nas redes sociais mostram preços de itens como carne, arroz e feijão, enquanto grupos de oposição utilizam os valores para questionar a situação econômica e o poder de compra da população.

De acordo com a campanha de Lula, parte dos conteúdos analisados apresenta características semelhantes, incluindo argumentos, imagens e estruturas de roteiro. A equipe considera que as coincidências podem indicar uma possível estratégia coordenada de comunicação.

Influenciadores são citados no levantamento

O levantamento realizado pelos aliados do presidente reúne mais de 20 perfis considerados semelhantes na forma de abordar o preço dos alimentos. Segundo as informações apresentadas pela campanha, alguns dos influenciadores mencionados declararam em suas próprias redes sociais que receberam doações de empresários ou de canais associados ao bolsonarismo após a publicação dos vídeos.

Apesar das suspeitas apresentadas, a existência de publicações parecidas não demonstra, isoladamente, que tenha ocorrido uma operação ilegal. A eventual participação dos perfis em uma ação coordenada, assim como a existência de remuneração ou vínculo organizado, ainda precisará ser apurada pela Justiça Eleitoral.

Dados sobre alimentos mostram cenário diferente entre produtos

Enquanto o debate político se concentra nos valores encontrados nos supermercados, levantamentos sobre a cesta básica apresentam variações entre períodos e produtos. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), produzidos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram que o comportamento dos preços não foi uniforme.

Em julho, o valor da cesta básica apresentou redução em 26 das 27 capitais pesquisadas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a queda mensal chegou a 7,12%, levando o custo para R$ 855,37. São Paulo registrou o maior valor entre as capitais analisadas, com a cesta alcançando R$ 915,01.

Na comparação com julho de 2025, entretanto, houve aumento do custo da cesta em 22 capitais. Considerando o acumulado de 2026, todas as 27 cidades pesquisadas apresentaram elevação.

Alguns produtos registraram aumentos expressivos

A variação também foi diferente entre os alimentos. O feijão carioca acumulou alta de 43,83% em 12 meses, enquanto o leite integral subiu 13,53%. A carne bovina de primeira apresentou aumento de 12,67% no mesmo intervalo.

Por outro lado, produtos como tomate, arroz, café, açúcar, manteiga e óleo de soja tiveram redução de preços na comparação analisada.

Os dados ajudam a contextualizar a disputa política em torno do preço dos alimentos. Embora a cesta básica tenha apresentado queda mensal na maior parte das capitais em julho, alguns produtos registraram aumentos significativos ao longo de um ano.

Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro chega às redes sociais

A iniciativa da campanha petista ocorre em meio ao aumento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no ambiente digital. Os dois grupos políticos vêm utilizando as redes sociais para divulgar argumentos favoráveis às respectivas candidaturas e contestar informações apresentadas pelos adversários.

A equipe de Lula passou a responder a vídeos sobre os preços dos produtos com conteúdos que apresentam valores, índices de inflação e informações sobre a cesta básica. O preço dos alimentos tornou-se, dessa forma, um dos principais assuntos utilizados pelas duas campanhas na comunicação com os eleitores.

A campanha de Flávio Bolsonaro também acionou anteriormente a Justiça Eleitoral para questionar uma suposta rede de perfis falsos que, segundo seus aliados, estaria sendo utilizada para divulgar ataques contra a candidatura do senador.

Justiça Eleitoral amplia atenção sobre conteúdos digitais

O cenário ocorre em um período de maior fiscalização sobre o uso das redes sociais durante as eleições. As normas estabelecidas para o pleito de 2026 incluem regras relacionadas à utilização de inteligência artificial, conteúdos manipulados, impulsionamento e transparência de materiais produzidos artificialmente.

A propaganda eleitoral teve início oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data, candidatos e partidos passaram a realizar campanha na internet dentro dos critérios estabelecidos pela legislação eleitoral.

Manifestações espontâneas de eleitores e influenciadores continuam permitidas, mas existem regras específicas para conteúdos pagos, utilização de perfis falsos, automação e outras práticas que possam configurar propaganda irregular.

Número de processos aumenta durante a eleição

A judicialização também ganhou força no atual ciclo eleitoral. Um levantamento divulgado pela Folha apontou 202 representações protocoladas no TSE até 15 de agosto, número superior ao registrado no mesmo período da eleição de 2022, quando foram contabilizadas 84 ações.

Segundo o levantamento, mais de 80% das representações estão relacionadas às pré-campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.

Caso o pedido da equipe petista seja formalizado, o TSE deverá analisar elementos como a origem dos vídeos, possíveis relações entre os perfis, eventual recebimento de recursos ou benefícios e a existência de participação organizada de grupos políticos.

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