*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na última quarta-feira, dia 29 de julho, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) comentou a especulação em torno do deputado federal e ex-secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), avaliando-o como uma possibilidade real para ocupar a vaga de vice-governador em campanha à reeleição.
As declarações de Pivetta ocorrem em meio a intensas articulações partidárias e a poucos dias das definições oficiais das siglas que comporão a base governista no estado.
Reconhecendo a trajetória política e a relevância administrativa de Fábio Garcia, que comandou a Casa Civil na gestão do atual governador Mauro Mendes, Pivetta destacou que o nome do parlamentar é natural no debate político, mas ressaltou que a definição final dependerá das negociações com os partidos aliados após as convenções.
“É um nome importantíssimo, o do Fábio, pela história que ele tem. É impossível não considerar o Fábio como uma das possibilidades. Vamos aguardar as convenções, ver quem estará aliado conosco e, no final, sentar com os partidos aliados para definir o nome do vice ou da vice. Estou refletindo sobre tudo, analisando as possibilidades, ouvindo amigos e pessoas próximas, de confiança, que fazem parte da história que construímos nesses sete anos e meio. Até o dia 4 eu tenho tempo para tomar essa decisão”, pontuou o governador.
A viabilidade de Fábio Garcia na chapa de Pivetta aguarda diretamente o desfecho da convenção do União Brasil, marcada para esta quinta-feira, dia 30 de julho. O encontro partidário definirá se a legenda marchará em apoio à reeleição de Pivetta ou se lançará uma candidatura própria ao governo encabeçada pelo senador Jayme Campos.
Além de Fábio Garcia, o nome da deputada estadual Janaina Riva (MDB) também figura entre os cotados para a vaga na chapa majoritária. Pivetta confirmou que mantém conversas diretas com a parlamentar e reforçou que novas tratativas ocorrerão após a convenção do União Brasil.
“Eu nunca escondi a minha preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana. Essa é a minha preferência. Mas nem sempre a gente consegue fazer aquilo que prefere. Tem que ter viabilidade eleitoral, sim. A composição sempre leva em conta, de preferência, alguém que some eleitoralmente. E não pode ser uma negociação para entregar pedaços do Estado, fatiar o Estado. Isso nós não vamos fazer”, declarou Pivetta.
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