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Leia: Genocídio: Já passam de 12 mil o número de manifestantes mortos pela ditadura do Irã
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22 de outubro de 2026 22:40

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Genocídio: Já passam de 12 mil o número de manifestantes mortos pela ditadura do Irã
Mundo

Genocídio: Já passam de 12 mil o número de manifestantes mortos pela ditadura do Irã

Repressão no Irã já matou 12 crianças, segundo entidades de direitos humanos, durante protestos contra o regime islâmico.

Redação OPMT
Publicado em: 14 de janeiro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Já passam de 12 mil o número de manifestantes mortos pela ditadura do Irã
Presidente Lula ao lado do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, acusado de envolvimento na execução de milhares de manifestantes no país. Imagem: Ricardo Stuckert/PR.
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As forças de segurança do Irã mataram pelo menos 12 mil manifestantes durante a mais recente onda de protestos que se espalhou pelo país, de acordo com informações divulgadas por organizações de defesa dos direitos humanos. As manifestações tiveram início no fim de 2025 e foram marcadas por uma repressão intensa, com relatos de mortes, restrições à comunicação e ações contra familiares das vítimas.

Repressão estatal e número de mortos

Segundo a organização Iran Human Rights (IRH), dedicada ao monitoramento de violações de direitos humanos no país, a atuação das forças de repressão atingiu pessoas de diferentes idades e perfis. Entre as vítimas confirmadas estão 12 crianças, além de homens e mulheres adultos que participavam ou estavam próximos aos protestos.

Estimativas divulgadas por veículos independentes

Dados divulgados pela plataforma Irã Internacional, mantida fora do país por opositores do regime, indicam que o número total de manifestantes mortos pode chegar a 12 mil. As informações teriam sido obtidas junto a fontes anônimas ligadas à cúpula do governo iraniano. As mortes teriam se intensificado a partir de 8 de janeiro, data em que o acesso à internet foi interrompido em diversas regiões.

Relatos de famílias impedidas de sepultar vítimas

Além das mortes, há denúncias de que familiares foram proibidos de realizar funerais formais. Um dos casos citados pela IRH é o de Rubina Aminian, de 23 anos, morta com um tiro na nuca durante um protesto em Teerã.

Caso Rubina Aminian

Rubina vivia na capital iraniana, onde estudava moda, e havia se mudado da cidade natal, localizada a cerca de 500 quilômetros. Após a morte, os pais viajaram para reconhecer o corpo da filha. Ao retornarem, encontraram a residência lacrada por agentes de inteligência. Segundo relatos, o sepultamento em cemitério foi vetado, obrigando a família a realizar o enterro em uma estrada próxima à região.

Origem e evolução dos protestos

As manifestações começaram motivadas pelo aumento do custo de vida, mas ganharam novos contornos à medida que se espalharam. Com o avanço do movimento, os protestos passaram a incorporar críticas diretas ao governo e pedidos pelo fim do regime vigente.

O atual sistema político iraniano foi instaurado em 1979, quando o país passou a ser governado por uma liderança religiosa. Desde 1989, o cargo de Líder Supremo é ocupado por Ali Khamenei, sucessor de Ruhollah Khomeini. No modelo atual, a interpretação religiosa influencia diretamente as leis e a vida social.

Durante a recente onda de protestos, o procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi-Azad, classificou os manifestantes como “moharebs”, termo jurídico que significa “inimigos de Deus”. A legislação iraniana prevê punições severas para essa designação, incluindo a pena de morte.

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