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22 de outubro de 2026 23:36

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Comunismo: China é o país com o maior número de jornalistas presos em 2025
Mundo

Comunismo: China é o país com o maior número de jornalistas presos em 2025

Relatório aponta 330 jornalistas presos no mundo em 2025, com China, Myanmar e Israel liderando o ranking de detenções.

Redação OPMT
Publicado em: 21 de janeiro de 2026
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4 Minutos de Leitura
Comunismo: China é o país com o maior número de jornalistas presos em 2025
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O total de jornalistas presos em todo o mundo chegou a 330 no final de 2025, segundo dados divulgados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O levantamento confirma o quinto ano consecutivo em que o número de profissionais detidos ultrapassa a marca de 300, refletindo um cenário global marcado por conflitos armados, repressão política e restrições à liberdade de imprensa.

Ranking global de jornalistas presos

De acordo com o relatório anual do CPJ, a China liderava o número de jornalistas presos em 1º de dezembro, com 50 profissionais detidos. Em seguida aparecia Myanmar, com 30 casos registrados. Logo depois, Israel contabilizava 29 jornalistas palestinos privados de liberdade, número que colocou o país entre os principais responsáveis por detenções relacionadas à atividade jornalística.

Na sequência do ranking, a Rússia aparecia com 27 jornalistas presos, incluindo cinco cidadãos ucranianos. Belarus registrava 25 profissionais detidos, enquanto o Azerbaijão somava 24 casos. Esses números reforçam a concentração das prisões em países com histórico de restrições políticas, conflitos regionais ou regimes autoritários.

Crescimento histórico e contexto internacional

O total de 330 jornalistas presos representa o terceiro maior número já registrado pelo CPJ desde o início do monitoramento, em 1992. O índice se aproxima do recorde histórico observado no final de 2024, quando 384 profissionais estavam encarcerados em razão de seu trabalho.

Segundo a organização, o aumento contínuo está diretamente ligado ao avanço do autoritarismo em diferentes regiões e à intensificação de guerras e disputas armadas, fatores que ampliam os riscos para jornalistas que atuam na cobertura de temas sensíveis.

Situação jurídica e denúncias de abusos

O relatório aponta que quase metade dos jornalistas presos não havia sido condenada formalmente por qualquer crime. Entre aqueles que receberam sentenças, mais de um terço cumpria penas superiores a cinco anos de prisão.

Quase um terço dos jornalistas detidos relatou ter sofrido maus-tratos durante o encarceramento. Desse total, cerca de 20% afirmaram ter sido vítimas de tortura ou espancamento. Desde o início do levantamento do CPJ, o Irã aparece como o país com maior incidência desses relatos, seguido por Israel e Egito.

Em 2025, a Ásia manteve a liderança regional no número de jornalistas presos, com 110 casos registrados. Além da China e de Myanmar, o Vietnã contabilizava pelo menos 16 profissionais detidos, enquanto Bangladesh tinha quatro, a Índia três e as Filipinas um.

Caso registrado nos Estados Unidos

O CPJ também mencionou a detenção do jornalista salvadorenho Mario Guevara, ocorrida em junho, nos Estados Unidos. Ele foi preso enquanto cobria um protesto contra o então presidente Donald Trump. No entanto, o profissional foi deportado devido à sua situação imigratória antes da data de referência do censo, em 1º de dezembro.

Os dados divulgados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas revelam que o número de jornalistas presos segue em patamares elevados e próximos de recordes históricos. O cenário evidencia desafios persistentes à liberdade de imprensa, especialmente em contextos de instabilidade política, conflitos armados e endurecimento de regimes governamentais em diversas partes do mundo.

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