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22 de outubro de 2026 16:57

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OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > Doença de Newcastle: 5 países restringem produtos avícolas do Brasil
Agronegócio

Doença de Newcastle: 5 países restringem produtos avícolas do Brasil

Newcastle em Santa Catarina leva cinco países a restringir importações de produtos avícolas brasileiros por precaução sanitária.

Redação OPMT
Publicado em: 22 de outubro de 2026
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6 Minutos de Leitura
Doença de Newcastle: 5 países restringem produtos avícolas do Brasil
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A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Santa Catarina provocou a adoção de restrições temporárias às importações de produtos avícolas brasileiros por cinco países. Malásia, México, China, Chile e Arábia Saudita anunciaram medidas sanitárias que variam conforme a origem dos produtos e as categorias de mercadorias envolvidas. As autoridades brasileiras trabalham para esclarecer a situação aos parceiros comerciais e viabilizar a retomada das exportações afetadas.

Newcastle leva cinco países a restringir produtos avícolas brasileiros

As decisões foram tomadas após a identificação do vírus em uma propriedade rural localizada em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. As medidas adotadas pelos importadores apresentam diferenças quanto à abrangência territorial e aos tipos de produtos submetidos à suspensão.

A Malásia determinou a interrupção das compras de carne de aves, produtos cárneos e miúdos provenientes de todo o território brasileiro. O México também estabeleceu restrições de alcance nacional, incluindo diferentes categorias de animais e mercadorias relacionadas à produção avícola.

Entre os produtos atingidos pelas medidas mexicanas estão aves vivas, carnes, miúdos, ovos férteis e pintinhos com até três dias de vida. A restrição também contempla aves canoras, ornamentais e de rapina destinadas à comercialização, além de aves mantidas como animais de companhia.

China, Chile e Arábia Saudita adotam restrições regionais

Diferentemente da Malásia e do México, a China e a Arábia Saudita limitaram as restrições aos produtos avícolas originários de Santa Catarina.

O Chile também suspendeu temporariamente a entrada de mercadorias provenientes do estado. A decisão chilena abrange uma lista diversificada de produtos, entre eles ovos férteis, ovos livres de patógenos específicos (SPF), pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves e ovos destinados ao consumo humano.

A medida inclui ainda produtos cárneos que contenham carne fresca de aves. As diferenças entre as decisões demonstram que cada mercado estabeleceu condições próprias diante da ocorrência sanitária registrada no Brasil.

Foco de Newcastle foi identificado em granja de perus

O caso foi confirmado em uma granja comercial situada no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense. A propriedade mantinha aproximadamente 6 mil perus quando os exames laboratoriais identificaram a presença do vírus.

Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, as aves não apresentavam sinais clínicos aparentes da doença no momento da identificação. Mesmo assim, as autoridades sanitárias determinaram a interdição da propriedade e a adoção de procedimentos para impedir a possível disseminação do agente infeccioso.

Abate sanitário e desinfecção da propriedade

Entre as providências determinadas estão o abate sanitário das aves, a limpeza das instalações e a desinfecção do ambiente. Essas ações fazem parte dos procedimentos de controle adotados diante da confirmação de doenças que podem comprometer a saúde dos plantéis e a atividade avícola.

Além das medidas aplicadas diretamente na propriedade, a investigação sanitária foi ampliada para outras áreas da região. O trabalho abrange aproximadamente 133 granjas localizadas em Nova Itaberaba e nos municípios próximos de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.

O monitoramento dessas propriedades busca verificar possíveis ocorrências relacionadas ao foco confirmado e contribuir para a contenção do vírus.

Ministério da Agricultura negocia retomada das exportações

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que mantém comunicação com as autoridades sanitárias dos países que estabeleceram restrições aos produtos brasileiros.

O objetivo é apresentar informações técnicas sobre a ocorrência em Santa Catarina, detalhar os procedimentos de controle adotados e avançar nas negociações para restabelecer as condições de comércio com os mercados afetados.

As tratativas procuram esclarecer as medidas implementadas pelas autoridades brasileiras e demonstrar os procedimentos utilizados para controlar o foco da doença de Newcastle. Paralelamente, o governo acompanha a situação dos demais destinos das exportações avícolas nacionais para identificar eventuais mudanças nas condições de importação.

A extensão das restrições e o período necessário para a retomada das compras dependerão das avaliações sanitárias e das negociações conduzidas com cada país.

Doença de Newcastle exige vigilância sanitária

A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. A enfermidade pode provocar manifestações respiratórias, alterações neurológicas e, em situações graves, a morte dos animais.

A transmissão e a disseminação do vírus representam uma preocupação para a avicultura, especialmente em regiões com produção comercial de aves. Por esse motivo, a identificação de focos exige investigação epidemiológica, monitoramento de propriedades e aplicação de medidas sanitárias para reduzir os riscos de propagação.

A adoção dessas providências também é relevante para o comércio internacional, uma vez que os países importadores estabelecem protocolos específicos para proteger seus plantéis e controlar a entrada de agentes infecciosos.

O Ministério da Agricultura reforçou ainda que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, não havendo contraindicação ao consumo desses alimentos em razão do caso informado.

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