*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Nesta quarta-feira, dia 15 de julho de 2026, o Fórum de Cuiabá sedia o primeiro julgamento referente ao assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em 5 de julho de 2024. No banco dos réus está Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como o executor dos disparos que tiraram a vida da vítima.
Durante a sessão do Tribunal do Júri desta quarta-feira, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação: delegados Bruno Sérgio Magalhães Abreu e Caio Fernando de Albuquerque, que são os responsáveis pelas investigações do crime, além de Davi Padilha Nogueira, escrivão que participou do inquérito, Kaster Huttner Garcia e Lívia Moreira Gomes Nery, filha da vítima.
Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homicídio foi planejado e executado mediante pagamento. No dia 5 de julho de 2024, Alex Roberto de Queiroz Silva aguardou a chegada do advogado em frente ao escritório, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
Assim que a vítima desembarcava do veículo, foi atingida pelos disparos efetuados pelo réu, que fugiu logo em seguida em uma motocicleta. Toda a ação criminosa foi registrada por câmeras de segurança.
O Ministério Público sustenta que o assassinato de Renato Nery foi motivado por uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural em Novo São Joaquim. O advogado teria contrariado os interesses dos supostos mandantes, o casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, que decidiram eliminar Nery após perderem o processo, o que lhes causou prejuízos financeiros.
De acordo com o MPE, o casal contratou os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira. Estes teriam sido os responsáveis por organizar o crime, intermediar pagamentos e fornecer a arma utilizada.
Ao todo, seis pessoas foram denunciadas pelo crime. Os demais réus também tiveram as prisões preventivas decretadas e responderão por homicídio qualificado.

