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Leia: EUA confirmam novo tarifaço contra o Brasil e aguardam ações do governo
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21 de outubro de 2026 19:52

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OpiniãoMT > Blog > Economia > EUA confirmam novo tarifaço contra o Brasil e aguardam ações do governo
Economia

EUA confirmam novo tarifaço contra o Brasil e aguardam ações do governo

Negociações entre Brasil e EUA chegam ao fim, enquanto governo espera ampliar lista de produtos poupados do tarifaço anunciado por Trump.

Redação OPMT
Publicado em: 15 de julho de 2026
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5 Minutos de Leitura
EUA confirmam novo tarifaço contra o Brasil e aguardam ações do governo
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A expectativa em torno do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros aumentou após o encerramento das negociações entre representantes dos dois países. Integrantes do governo brasileiro informaram que o chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou já ter encaminhado ao presidente Donald Trump a recomendação final sobre as novas tarifas, ao mesmo tempo em que sinalizou a possibilidade de ampliar a relação de produtos que poderão ficar de fora da medida.

Tarifaço pode ganhar novas exceções

A rodada mais recente de negociações ocorreu na terça-feira (14) e marcou o encerramento das tratativas conduzidas entre representantes brasileiros e norte-americanos. Conforme relatos de participantes do encontro, Jamieson Greer informou que a análise técnica foi concluída e encaminhada ao presidente Donald Trump para decisão final.

Durante a reunião, Greer também manifestou insatisfação com o andamento das negociações, alegando que o Brasil teria demonstrado pouco empenho ao longo do processo. A avaliação, no entanto, foi imediatamente contestada pela delegação brasileira.

Segundo integrantes do governo, o chefe do USTR reconheceu os argumentos apresentados pelo setor produtivo e pelas autoridades brasileiras sobre a necessidade de ampliar a lista de produtos que poderão ser excluídos da nova cobrança.

Governo brasileiro rebate argumentos dos Estados Unidos

Representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Itamaraty responderam às críticas apresentadas pela equipe norte-americana durante o encontro.

Entre os participantes estavam o ministro Márcio Elias Rosa, além dos embaixadores Mauricio Lyrio, um dos principais negociadores brasileiros, e Audo Faleiro, assessor internacional da Presidência da República.

As autoridades brasileiras defenderam que a investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 não apresenta fundamentos técnicos suficientes para justificar a adoção das novas tarifas.

Debate envolveu desmatamento e comércio bilateral

Um dos principais pontos levantados pela delegação norte-americana envolveu questões relacionadas ao desmatamento no Brasil. Os representantes brasileiros argumentaram que os indicadores mais recentes sobre a Amazônia não sustentam as acusações apresentadas durante a investigação.

Além disso, o governo destacou que já havia colocado em discussão alternativas para ampliar o comércio entre os dois países. Entre elas estava uma proposta para reduzir tarifas de importação sobre o etanol em troca de maior acesso do açúcar brasileiro ao mercado dos Estados Unidos.

Segundo os relatos, essa possibilidade foi descartada pelo USTR ao longo das negociações.

Lista de isenções deve ser definida de uma só vez

Outro ponto tratado na reunião foi a forma como serão divulgadas as exceções às novas tarifas.

Jamieson Greer afirmou que não haverá uma chamada “lista dinâmica”, mecanismo que permitiria a inclusão gradual de novos produtos isentos após a implementação das medidas.

Na prática, isso indica que a relação de exceções deverá ser apresentada já no anúncio oficial do novo pacote tarifário, sem ampliações progressivas semelhantes às observadas em medidas anteriores.

Apesar disso, integrantes do governo brasileiro avaliam que existe espaço para que a lista inicial contemple um número maior de produtos industriais.

Setor industrial pode ser beneficiado

Durante a negociação, o governo brasileiro ressaltou que parte significativa do comércio entre os dois países envolve empresas norte-americanas instaladas no Brasil.

Essas companhias exportam componentes, peças e insumos produzidos em território brasileiro para abastecer suas próprias unidades industriais nos Estados Unidos. A avaliação apresentada foi de que esse fluxo comercial beneficia ambos os mercados e não representa uma ameaça à indústria americana.

Segundo relatos das autoridades brasileiras, esse argumento foi recebido de forma positiva pelos representantes do USTR, aumentando a expectativa de que diversos produtos manufaturados possam permanecer fora da nova cobrança.

Atualmente, a estimativa do governo é de que o tarifaço possa atingir aproximadamente 21% do valor das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. Caso a lista de exceções seja ampliada, esse percentual poderá ser reduzido.

Canal diplomático permanece aberto

Mesmo com o encerramento formal das negociações, representantes dos dois países indicaram que o diálogo diplomático continuará. No encerramento da videoconferência, Jamieson Greer demonstrou disposição para manter o contato entre os governos. Em resposta, integrantes da delegação brasileira reforçaram que seguem disponíveis para novas conversas, sinalizando interesse em continuar buscando soluções para reduzir os impactos das futuras medidas comerciais.

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