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Leia: Endividamento no agro sobe quase 10% e bate recorde histórico
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21 de outubro de 2026 21:24

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OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > Endividamento no agro sobe quase 10% e bate recorde histórico
Agronegócio

Endividamento no agro sobe quase 10% e bate recorde histórico

Endividamento no agro cresce e inadimplência rural alcança 8,8% no primeiro trimestre de 2026, o maior índice da série histórica da Serasa.

Redação OPMT
Publicado em: 15 de julho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Endividamento no agro sobe quase 10% e bate recorde histórico
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O endividamento no agro voltou a acender um sinal de alerta no setor rural brasileiro após a divulgação de um novo levantamento da Serasa Experian. Os dados mostram que a inadimplência entre produtores e demais integrantes da população rural atingiu 8,8% no primeiro trimestre de 2026, estabelecendo o maior percentual já registrado pela série histórica da instituição. O avanço reflete um cenário de crédito mais restrito, aumento dos custos de produção e dificuldades financeiras que continuam pressionando o caixa de milhares de produtores em todo o país.

Endividamento no agro registra maior índice da série histórica

Levantamento divulgado pela Serasa Experian revela que a inadimplência da população rural brasileira aumentou de forma significativa entre janeiro e março deste ano. O percentual de pessoas com dívidas vencidas há mais de 180 dias chegou a 8,8%, representando crescimento de 1,2 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2025.

Na comparação com o último trimestre do ano passado, o indicador também apresentou avanço, desta vez de 0,6 ponto percentual. O resultado representa o maior patamar desde o início do acompanhamento realizado pela empresa.

O estudo considera uma base de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas vinculadas ao meio rural. Entram nessa conta produtores e trabalhadores que possuem débitos em atraso junto a empresas ligadas ao setor agropecuário por um período superior a seis meses.

O que explica o aumento da inadimplência

Segundo a avaliação da Serasa Experian, diversos fatores contribuíram para o crescimento da inadimplência no campo. Entre eles estão a dificuldade de acesso ao crédito, o aumento das despesas de produção e os impactos acumulados de ciclos econômicos anteriores.

O head de Agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, explica que muitos produtores ainda enfrentam reflexos de períodos marcados por elevados custos operacionais, oscilações nos preços das commodities e menor oferta de financiamento.

De acordo com ele, embora algumas cadeias produtivas apresentem perspectivas mais favoráveis em 2026, parte do setor continua convivendo com limitações no fluxo de caixa, comprometendo a capacidade de honrar compromissos financeiros.

Esse cenário afeta desde pequenos produtores até grandes propriedades, ainda que em intensidades diferentes.

Quais produtores apresentam maior inadimplência

Os dados mostram diferenças importantes entre os perfis de produtores rurais analisados pela pesquisa.

O maior índice foi observado entre pessoas sem registro formal de propriedade rural, grupo que inclui, por exemplo, arrendatários, integrantes de propriedades familiares e outros trabalhadores ligados à atividade agrícola. Nessa categoria, a inadimplência chegou a 11%.

Na sequência aparecem os grandes proprietários rurais, que registraram índice de 9,9%. Entre os médios produtores, a taxa ficou em 8,6%, enquanto os pequenos proprietários apresentaram percentual de 8,3%.

Os números indicam que o problema se distribui por diferentes segmentos do agronegócio brasileiro, embora afete com maior intensidade determinados perfis de produtores.

Regiões do Brasil apresentam diferenças nos índices

O levantamento também identificou variações relevantes entre as regiões brasileiras.

A Região Norte liderou o ranking nacional de inadimplência rural, alcançando taxa de 13,2%. Em seguida aparecem o Nordeste, com 10,2%, o Centro-Oeste, com 10,1%, o Sudeste, com 7,3%, e o Sul, que registrou o menor índice regional, de 6,2%.

Os dados demonstram que os desafios financeiros enfrentados pelos produtores não ocorrem de maneira uniforme, refletindo características econômicas, climáticas e de acesso ao crédito em cada região do país.

Estados com maior e menor inadimplência

Quando a análise é feita por unidade da federação, o Amapá aparece na primeira posição entre os estados com maior percentual de inadimplência, registrando taxa de 21,2%.

Na outra extremidade está o Rio Grande do Sul, que apresentou o menor índice nacional, com 5,8%.

Já Mato Grosso do Sul, um dos principais polos de produção agrícola do Brasil, registrou inadimplência de 11,3%, percentual acima da média nacional observada pela pesquisa.

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