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14 de agosto de 2026 17:41

OpiniãoMT > Blog > Saúde > Estudo mostra o tempo correto de musculação para viver mais
Saúde

Estudo mostra o tempo correto de musculação para viver mais

Estudo com quase 150 mil adultos relaciona musculação moderada a menor risco de morte por diferentes causas.

Redação OPMT
Publicado em: 14 de agosto de 2026
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5 Minutos de Leitura
Estudo mostra o tempo correto de musculação para viver mais
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A musculação pode estar relacionada a benefícios que vão além do ganho de massa muscular e da melhora estética. Uma pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine analisou dados de quase 150 mil adultos acompanhados por cerca de 30 anos e identificou uma associação entre a prática de treinamento de força e menores riscos de mortalidade por diferentes causas.

Musculação e redução do risco de morte

De acordo com os resultados do estudo, adultos que realizavam entre 90 e 120 minutos de treinamento de força por semana apresentaram um risco 13% menor de morrer prematuramente por qualquer causa, em comparação com aqueles que não praticavam esse tipo de atividade.

Na mesma faixa de duração semanal, os pesquisadores observaram outras associações relevantes. O risco de morte por doenças cardiovasculares foi 19% menor, enquanto a redução chegou a 27% para doenças neurológicas, grupo que inclui enfermidades como a doença de Alzheimer.

Os dados reforçam a importância da atividade física como parte de um estilo de vida ativo, embora os pesquisadores não tenham estabelecido uma relação direta de causa e efeito entre a musculação e a redução da mortalidade.

Estudo acompanhou participantes por décadas

A pesquisa utilizou informações de aproximadamente 150 mil pessoas, acompanhadas durante um período próximo de três décadas. Os pesquisadores avaliaram a quantidade de tempo semanal dedicada ao treinamento de força e compararam esses dados com diferentes resultados relacionados à mortalidade.

Por se tratar de um estudo observacional, os resultados indicam associações identificadas entre os hábitos dos participantes e os desfechos analisados. Esse tipo de pesquisa não permite afirmar, isoladamente, que a prática de musculação tenha sido responsável pela diminuição dos riscos observados.

Mais exercício não significa necessariamente mais benefício

Outro ponto destacado pela pesquisa é que o aumento do tempo dedicado ao treinamento de força não produziu uma redução contínua do risco de morte. Para a mortalidade por todas as causas, os melhores resultados foram registrados entre aqueles que realizavam quantidades moderadas de exercícios.

Segundo a análise, ultrapassar 120 minutos semanais de musculação não esteve relacionado a uma vantagem adicional na mortalidade geral. Isso não significa que períodos superiores sejam necessariamente prejudiciais, mas indica que o benefício observado no estudo não cresceu proporcionalmente ao tempo dedicado ao exercício.

Quando os pesquisadores analisaram causas específicas de morte, como doenças cardiovasculares, câncer e problemas neurológicos, foram identificados padrões diferentes de associação conforme o volume de atividade física.

Musculação combinada com exercícios aeróbicos

A pesquisa também avaliou participantes que combinavam treinamento de força com atividades aeróbicas. Entre os exemplos estão caminhada, corrida, ciclismo e natação.

Os resultados indicaram que a combinação das duas modalidades esteve associada a alguns dos menores riscos de mortalidade registrados no levantamento. Em determinados grupos analisados, a redução chegou a 45% quando comparada aos participantes que não realizavam treinamento de força nem exercícios aeróbicos.

A associação sugere que diferentes formas de atividade física podem contribuir conjuntamente para um perfil de maior prática corporal. Entretanto, assim como nos demais resultados, os dados não permitem concluir que a combinação dos exercícios seja, por si só, a causa direta da menor mortalidade observada.

Começar com pequenas quantidades pode ser uma alternativa

Para pessoas que atualmente não praticam exercícios, os resultados indicam que não é necessário iniciar com grandes períodos de treinamento. A adoção gradual de atividades pode permitir a construção de uma rotina mais consistente.

A frequência e a regularidade podem ser consideradas na organização de uma rotina de exercícios, enquanto a intensidade e o volume devem levar em conta fatores individuais, como experiência, condicionamento físico, objetivos e condições de saúde.

A recomendação de iniciar progressivamente também evita que pessoas sedentárias tentem reproduzir, de imediato, rotinas de treinamento mais exigentes.

O que o estudo mostra sobre a prática de exercícios

Os resultados apresentados no British Journal of Sports Medicine apontam que a relação entre atividade física e saúde pode variar de acordo com a quantidade e o tipo de exercício praticado. No caso da musculação, a faixa entre 90 e 120 minutos semanais apresentou associações relevantes com menor mortalidade geral e com menores riscos relacionados a algumas doenças.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores identificaram diferenças quando as causas de morte foram avaliadas separadamente. Dessa forma, não existe necessariamente uma única quantidade de exercício capaz de produzir o mesmo efeito para todos os indicadores de saúde.

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