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Saúde

Febre Oropouche: Brasil registra mais duas mortes pela doença

O Ministério da Saúde investiga mortes suspeitas de febre Oropouche no Brasil, com alta de 743% nos casos em 2024.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de julho de 2024
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4 Minutos de Leitura
Febre Oropouche: Brasil registra mais duas mortes pela doença
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O Ministério da Saúde está investigando três mortes suspeitas de terem sido causadas pela febre Oropouche, uma doença viral transmitida por mosquitos que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue. Em 2024, o Brasil registrou um aumento de 743% nos casos da infecção em comparação ao ano anterior.

Aumento dos casos de Febre Oropouche no Brasil

Entre os casos investigados, dois óbitos ocorreram na Bahia, em jovens de 21 e 24 anos, e um no Paraná, mas a transmissão ocorreu em Santa Catarina, em um homem de 59 anos. A Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SES-BA) já confirmou as duas mortes no estado como causadas pela febre Oropouche. As vítimas, ambas mulheres, não estavam grávidas e não possuíam comorbidades. 

Sintomas e evolução dos casos

Os sintomas apresentados pelas vítimas incluíam febre, cefaleia, dor retroorbital, mialgia, náuseas, vômitos, diarreia, dores nos membros inferiores e astenia. Com a progressão, surgiram sinais mais graves, como manchas vermelhas e roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival e vaginal, sonolência e vômitos com hipotensão, levando a uma queda abrupta de hemoglobina e plaquetas.

Embora a SES-BA tenha confirmado os óbitos, o Ministério da Saúde ainda aguarda confirmações conclusivas. A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (SES-PR) está investigando o terceiro caso, reforçando que se trata de uma infecção importada de Santa Catarina.

O que é a Febre Oropouche?

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense, transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim. Outros vetores incluem o mosquito Coquilletti diavenezuelensis e Aedes serratus em áreas silvestres e o mosquito Culex quinquefasciatus em áreas urbanas.

Aumento de Casos em 2024

A febre Oropouche apresentou um crescimento significativo em 2024, com 7.044 casos confirmados até 7 de julho, um aumento de 743% em relação a 2023. A maioria dos casos ocorreu na faixa etária de 20 a 49 anos, com a região amazônica respondendo por 78,4% das infecções.

O Ministério da Saúde emitiu um alerta para gestantes após a identificação de quatro casos de microcefalia em recém-nascidos ligados à infecção materna pelo vírus da febre Oropouche. Análises detectaram anticorpos para o vírus em recém-nascidos, indicando a possibilidade de transmissão vertical, embora ainda sejam necessárias mais evidências para estabelecer uma relação causal direta.

Recomendações para Gestantes

Diante das evidências, o Ministério da Saúde recomendou medidas para gestantes, incluindo evitar áreas com muitos mosquitos, usar roupas que cubram a maior parte do corpo, aplicar repelentes e manter a casa limpa. É crucial seguir as orientações das autoridades de saúde locais para reduzir o risco de transmissão.

Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue e chikungunya, durando entre dois e sete dias. Eles incluem febre de início súbito, dor de cabeça intensa, dor nas costas e lombar, dor articular, tosse, tontura, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos.

Tratamento da Febre Oropouche

Atualmente, não existe um tratamento específico para a febre Oropouche. O acompanhamento médico é fundamental para aliviar os sintomas enquanto o sistema imunológico combate a infecção. Medicamentos são indicados para reduzir o desconforto causado pela doença.

As investigações sobre as mortes suspeitas continuam, e as autoridades de saúde reforçam a necessidade de medidas preventivas, especialmente para gestantes, para controlar a disseminação da doença e proteger a população.

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