A empresária de marketing digital Cibele Marchis, de 28 anos, e sua mãe, a podóloga Maria Elisabete Nogueira da Silva, de 56, morreram vítimas de câncer com apenas 10 horas de diferença em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. As duas enfrentavam doenças diferentes e passaram por períodos distintos de tratamento antes das mortes.
Cibele enfrentava câncer raro na suprarrenal
Cibele recebeu o diagnóstico de um câncer na suprarrenal, uma forma rara de tumor que afeta uma parcela muito pequena da população. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a doença atinge aproximadamente uma a duas pessoas a cada 1 milhão.
Os primeiros sinais do problema surgiram em dezembro de 2023. A partir daquele momento, a jovem iniciou uma rotina de acompanhamento e tratamento, mas continuou mantendo atividades profissionais e pessoais sempre que suas condições permitiam.
Conhecida também pela presença nas redes sociais, onde reunia cerca de 11,7 mil seguidores, Cibele trabalhava com marketing digital e mantinha uma rotina ativa. Pessoas próximas relataram que ela procurava continuar trabalhando, viajar e encontrar amigos mesmo durante o período em que enfrentava a doença.
A amiga Bárbara Rodrigues dos Santos, de 43 anos, relatou que a jovem procurava seguir a vida apesar das dificuldades provocadas pelo câncer. Segundo ela, Cibele permaneceu trabalhando enquanto teve condições para isso.
Tratamento durou cerca de dois anos
Enquanto Cibele conviveu com a doença por aproximadamente dois anos, sua mãe recebeu um diagnóstico diferente e teve uma evolução mais rápida do quadro.
Maria Elisabete, conhecida como Bia por familiares e amigos, trabalhava como podóloga em um tradicional salão pertencente à família. Ela também era conhecida na comunidade de Mogi Guaçu e acompanhava de perto o tratamento da filha.
Em dezembro de 2025, durante uma fase considerada difícil na recuperação de Cibele, Bia chegou a realizar um período de jejum motivado pela esperança de que a filha apresentasse melhora. De acordo com familiares, posteriormente Cibele recebeu alta.
Mãe também descobriu um câncer agressivo
Depois de acompanhar a filha durante o tratamento, Maria Elisabete descobriu que também estava com câncer. No caso dela, o tumor estava localizado no pâncreas e apresentou uma evolução considerada agressiva.
A doença avançou rapidamente. Diferentemente da filha, que permaneceu durante cerca de dois anos em tratamento, Bia teve uma piora significativa em pouco tempo.
No momento da morte de Cibele, ocorrida na tarde de quinta-feira (24), Maria Elisabete estava sedada. A jovem morreu por volta das 16h.
Poucas horas depois, às 1h58 da madrugada de sexta-feira (25), Bia também morreu.
Família recebeu a notícia durante o velório
A confirmação da morte de Maria Elisabete chegou aos familiares enquanto eles ainda estavam reunidos no velório de Cibele. Dessa forma, mãe e filha morreram sem que uma tivesse conhecimento da partida da outra.
O sobrinho de Bia e primo de Cibele, Rowilson Leandro da Costa, contou que as duas já haviam conversado anteriormente sobre o medo de uma delas precisar acompanhar a morte da outra.
Segundo o familiar, esse assunto chegou a aparecer tanto em conversas descontraídas quanto em momentos mais sérios. A preocupação, entretanto, acabou não se concretizando da maneira que ambas imaginavam, já que Cibele morreu primeiro e Bia faleceu aproximadamente 10 horas depois.
Uma história marcada pelo vínculo entre mãe e filha
A trajetória das duas foi marcada por diferentes experiências com o câncer. Cibele enfrentou um tumor raro na suprarrenal durante aproximadamente dois anos, enquanto Maria Elisabete recebeu posteriormente o diagnóstico de um câncer pancreático de evolução rápida.
Familiares e amigos destacaram a relação próxima entre mãe e filha durante o período de tratamento. Mesmo diante das dificuldades, Bia acompanhou a recuperação de Cibele e buscou formas de demonstrar apoio à filha.
A história chamou atenção justamente pela proximidade entre os horários das duas mortes. Cibele morreu na tarde de 24 de setembro, enquanto Maria Elisabete faleceu durante a madrugada do dia seguinte, com uma diferença de aproximadamente 10 horas.

