*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O assassinato da adolescente Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, cujos restos mortais foram encontrados na tarde da última quarta-feira, dia 12 de agosto, em uma cova rasa às margens da BR-163, em Sorriso, teve a motivação e dinâmica esclarecidas pela Polícia Civil. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, a jovem foi vítima de um “tribunal do crime” executado por membros de uma facção criminosa.

Conforme detalhou o delegado Artur Andrade Almeida, responsável pelas investigações, a adolescente mantinha um relacionamento amoroso com um integrante de uma facção criminosa, mas teria começado a se envolver com um grupo rival.
Segundo a autoridade policial, a situação escalou quando Claudia Geovana passou a publicar fotos no perfil no Instagram fazendo sinais associados a facção e proferindo ameaças contra algumas meninas do grupo oposto.
“Ela namorava com um integrante e depois começou a fazer sinal de facção, no Instagram, e aí ameaçou algumas meninas da facção”, afirmou o delegado Artur Andrade Almeida.
Devido ao fato, a morte da adolescente foi decretada pelos criminosos. O atual namorado da vítima, que integra uma das facções, não se encontra preso no momento. A polícia apurou que cinco criminosos participaram diretamente da execução, sendo que dois já foram presos.
RELEMBRE O CASO: DO SEQUESTRO EM HOTEL À LOCALIZAÇÃO DO CORPO
O desaparecimento de Claudia Geovana teve início na quinta-feira anterior, dia 6 de agosto, quando ela foi levada de dentro de um hotel por um casal. Câmeras de segurança registraram o exato momento em que a jovem foi rendida e colocada contra a vontade em um carro de aplicativo acionado pelos suspeitos.
As investigações avançaram com a identificação e prisão em flagrante do motorista do aplicativo. O condutor alegou às autoridades que não tinha conhecimento prévio do sequestro, afirmando ter sido acionado apenas para uma corrida comum até o hotel.
Com o aprofundamento dos interrogatórios e diligências da Derf, os policiais chegaram até o paradeiro da área de mata na BR-163, em Sorriso, onde o corpo foi localizado. A vítima apresentava sinais extremos de violência, com as mãos e os pés amarrados, lesões pelo corpo e uma corda atada ao pescoço, evidenciando que foi submetida a sessões de tortura antes de ser executada e enterrada na cova rasa.
A Polícia Civil segue em diligências para localizar e prender os demais envolvidos no sequestro, na tortura e no homicídio da adolescente.
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