*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso identificou como Túlio César (Republicanos), vereador do município de Poxoréu, o parlamentar preso na manhã desta terça-feira, dia 14 de julho, durante a deflagração da Operação Elo Oculto. O político é apontado pelas investigações como suspeito de envolvimento na execução de Lavignia Gabrielly Guimarães, de 20 anos, ocorrida em maio deste ano.

O parlamentar foi detido na própria residência, onde as equipes policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão. A prisão, de caráter temporário, faz parte de um esforço concentrado da Polícia Civil para desmantelar a rede que viabilizou o crime.
Além de Poxoréu, as diligências da operação se estenderam pelas cidades de Primavera do Leste e Canarana, com o objetivo de reunir provas e identificar outros possíveis coautores e mandantes.
O CRIME
Lavignia Gabrielly Guimarães foi assassinada nO dia 10 de maio de 2026. A jovem estava no interior de uma casa noturna, localizada às margens da Rodovia MT-130, em Poxoréu, quando um homem armado invadiu o estabelecimento e disparou diversas vezes contra ela. Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima morreu devido a gravidade dos ferimentos.
MOTIVAÇÃO
O inquérito conduzido pela Delegacia de Poxoréu revela que o homicídio teria sido ordenado por uma facção criminosa como um ato de retaliação.
Segundo a apuração policial, a mãe da vítima mantinha uma relação de trabalho com a base da Polícia Militar local, e Lavignia supostamente a auxiliava nas atividades. Essa proximidade com a corporação foi interpretada pelos criminosos como uma atuação de “informante”, o que levou a facção a decretar a morte da jovem.
INVESTIGAÇÃO E SIGILO
Durante o cumprimento dos mandados de busca, os investigadores apreenderam diversos aparelhos eletrônicos e documentos. O objetivo principal da Polícia Civil é confirmar a participação efetiva do vereador no planejamento ou execução do crime, individualizar as condutas de cada um dos envolvidos no esquema e desarticular a estrutura da facção criminosa que ordenou o homicídio.
O caso segue sob sigilo para preservar a segurança das testemunhas e garantir o avanço das diligências.

