*Sênmia Mauad/ Opinião MT
Em uma votação que marca a maior derrota política do Governo Federal no Congresso Nacional em 2026, o Plenário do Senado Federal barrou a indicação do atual advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado, consolidado na última quarta-feira, dia 29 de abril, quebrou uma tradição de aprovações para a Suprema Corte que perdurava desde 1894.
Com um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, o nome de Messias foi oficialmente arquivado. A rejeição ocorreu mesmo após manobras governamentais, como a liberação de R$ 889,7 milhões em emendas para membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em abril, e o retorno temporário do senador Carlos Fávaro (PSD) ao mandato para garantir mais um voto favorável. Agora, o Governo Federal precisará encaminhar um novo nome para a apreciação da Casa.
REAÇÕES DA BANCADA DE MATO GROSSO
Os senadores de Mato Grosso tiveram participações distintas e declarações fortes sobre o desfecho da votação. O senador Wellington Fagundes (PL) foi enfático ao interpretar o resultado como um sinal de isolamento do Executivo.
“Isto é uma demonstração que esse governo acabou. O presidente hesitou, demorou demais, e isso tudo foi enfraquecendo, além da carga tributária e dos escândalos que estão acontecendo. A democracia vale acima de tudo”, afirmou.
Para Jayme Campos (União Brasil), o episódio reafirma a autonomia do Legislativo. Ele destacou que a rejeição representa uma “demonstração clara de independência do Senado Federal” e provou que a Casa “não é mero homologador das escolhas de outros poderes”. O senador classificou a decisão como “soberana, serena e respeitosa”.
O parlamentar Carlos Fávaro (PSD) deixou temporariamente o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) especificamente para votar a favor do indicado do presidente Lula. Apesar de ter participado da sessão, Fávaro não se manifestou publicamente após o resultado negativo.
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