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Leia: Paula Calil sai em defesa de Faissal e crava convicção na inocência do irmão; VEJA VÍDEO
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22 de outubro de 2026 01:08

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OpiniãoMT > Blog > Política > Paula Calil sai em defesa de Faissal e crava convicção na inocência do irmão; VEJA VÍDEO
Política

Paula Calil sai em defesa de Faissal e crava convicção na inocência do irmão; VEJA VÍDEO

Jornalista Mauad
Publicado em: 10 de junho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), saiu publicamente em defesa do irmão, o deputado estadual Faissal Calil (PL), após ele se tornar um dos alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira, dia 8 de junho.

Paula Calil fez questão de separar a posição institucional do vínculo familiar para manifestar total apoio ao irmão. Ela afirmou que a família recebeu a notícia sobre os mandados de busca e apreensão com serenidade e expressou convicção de que as investigações provarão que o parlamentar não tem envolvimento com as irregularidades apontadas.

“Confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido sobre a inocência do deputado Faissal. Estou aqui falando não como presidente, mas como irmã, que acompanha a trajetória política do Faissal desde 2012, quando ele estava nesta Casa. A gente recebe essa operação que aconteceu ontem com muita tranquilidade, porque tenho certeza e tenho convicção da inocência do deputado Faissal e que tudo isso será esclarecido”, declarou Paula Calil.

ENTENDA O CASO E O PAPEL ATRIBUÍDO A FAISSAL PELA POLÍCIA

A Operação Gemini, deflagrada na manhã de segunda-feira, dia 8 de junho, é um desdobramento direto da Operação Sisamnes. A investigação da Polícia Federal visa desarticular um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro operado no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com conexões e vazamento de informações sigilosas vindas do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entre os oito investigados que foram alvos de buscas domiciliares, pessoais e quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático expedidas pelo STJ, estão o deputado Faissal Calil, o advogado Bruno Castro e o desembargador afastado do TJMT, Dirceu dos Santos.

De acordo com a nota oficial da Polícia Federal, o grupo movimentou cerca de R$ 3,2 milhões em espécie por meio de depósitos e saques sucessivos para ocultar a origem do dinheiro. A PF sustenta a tese de que o desembargador Dirceu dos Santos utilizava Faissal, que foi assessor de seu gabinete entre os anos de 2017 e 2018, como o “braço operacional” do esquema financeiro.

“O magistrado utilizava-se de um operador econômico, advogado e parlamentar estadual, de estrita confiança que funcionava como seu verdadeiro braço operacional e longa manus (extensão dos braços) para o recebimento de vantagens indevidas, quitação de passivos familiares e triangulações imobiliárias simuladas com terceiros (‘laranjas’). As condutas buscavam conferir aparência de licitude ao proveito dos crimes”, destacou a PF em relatório.

VARIAÇÃO PATRIMONIAL E PERMUTA DE APARTAMENTO SOB SUSPEITA

O desembargador Dirceu dos Santos já estava afastado de suas funções no TJMT desde março deste ano por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) decorrente de uma evolução patrimonial suspeita de R$ 16 milhões acumulados em apenas cinco anos, valor considerado totalmente incompatível com os rendimentos do cargo.

Um dos focos específicos da Polícia Federal na Operação Gemini envolve um apartamento de alto padrão, avaliado em R$ 1 milhão, localizado no Edifício Vila Real, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. Os investigadores apontam que o imóvel teria sido transferido ao magistrado por meio de uma operação de permuta simulada envolvendo diretamente o deputado Faissal Calil, com o objetivo de lavar o dinheiro obtido de forma ilícita.

ARSENAL E ITENS DE LUXO APREENDIDOS

Durante o cumprimento dos mandados nos endereços dos alvos da operação, a Polícia Federal apreendeu um arsenal de armas de fogo, incluindo um fuzil e um revólver com munição.

Além do armamento, os agentes confiscaram objetos de alto luxo que chamaram a atenção pela ostentação: um relógio da marca Rolex avaliado em mais de R$ 200 mil e 11 canetas de luxo da grife Montblanc, cujos valores unitários variam entre R$ 7 e R$ 11 mil.

Em coletiva recente, o deputado Faissal negou que tais objetos de luxo ou as armas estivessem em sua residência ou fossem de sua propriedade.

VEJA VÍDEO

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2026/06/PAULA-CALIL.mp4

 

 

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