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Leia: Operação “Conluio Pantaneiro” mira facção que movimentou R$ 54 milhões em MT, SP e PR
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Polícia

Operação “Conluio Pantaneiro” mira facção que movimentou R$ 54 milhões em MT, SP e PR

Jornalista Mauad
Publicado em: 20 de março de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil - MT
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira, dia 20 de março, a Operação Conluio Pantaneiro, uma ofensiva de grande escala para desarticular uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A ação é resultado de uma investigação minuciosa que durou mais de dois anos e revelou uma complexa estrutura financeira que utilizava empresas de fachada para ocultar o lucro do crime.

Ao todo, estão sendo cumpridas 62 ordens judiciais, incluindo 10 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de veículos de luxo e bens dos investigados.

Os mandados estão sendo cumpridos simultaneamente em seis cidades de três estados diferentes, demonstrando a capilaridade da facção:

-Mato Grosso: Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Poconé.

-São Paulo: Taubaté.

-Paraná: Cruzeiro do Oeste.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), contando com o apoio técnico fundamental da Receita Federal e da Politec para o rastreio do fluxo de capitais.

Foto: Polícia Civil – MT

O INÍCIO: A APREENSÃO NA TRANSPANTANEIRA

O fio da meada surgiu em 2 de setembro de 2023, quando o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prendeu um homem de 42 anos na Estrada Transpantaneira, em Poconé. Na ocasião, ele transportava 461 quilos de cocaína.

A partir dessa prisão, os investigadores conseguiram mapear que o carregamento não era um evento isolado, mas parte de uma engrenagem maior envolvendo pelo menos 20 pessoas e 12 empresas interligadas.

O líder da organização, segundo a Polícia Civil, é um morador de Cáceres (cidade estratégica na fronteira com a Bolívia). Ele era o responsável por coordenar todo o ciclo do tráfico. É ele que atua no recebimento e armazenamento do entorpecente, fazendo a gestão da droga vinda da fronteira. Além da logística, que é o transporte do entorpecente para outros estados brasileiros.

Um sofisticado mecanismo de lavagem de dinheiro que utilizava múltiplas contas bancárias e empresas para dar aparência lícita aos R$ 54 milhões movimentados pelo grupo.

ESTRUTURA E MODUS OPERANDI

A facção operava como uma empresa. O dinheiro do tráfico circulava por uma rede de contas de “laranjas” e empresas do setor comercial e de serviços, dificultando o rastreio inicial.

A cooperação da Receita Federal foi decisiva para identificar as inconsistências fiscais e os beneficiários finais dos valores.

Com as prisões e bloqueios realizados hoje, a Polícia Civil espera não apenas retirar os líderes de circulação, mas asfixiar financeiramente a organização, impedindo que os ativos acumulados sejam reutilizados para financiar novos carregamentos de drogas.

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