*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma demonstração de articulação, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) teve a candidatura ao Senado Federal oficializada na noite da última terça-feira, dia 4 de agosto, durante a convenção estadual do MDB realizada na Musiva, em Cuiabá. O evento marcou a consolidação da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado e contou com presenças, como o senador Jayme Campos (União Brasil).

A convenção reuniu siglas estratégicas, MDB, PL, Novo, PRD e Solidariedade, além de dezenas de deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores e representantes de municípios de todo o estado.
Para Janaina Riva, a oficialização representa um marco para o partido e para a trajetória pessoal e política.
“É uma grande caminhada. O MDB, há algumas eleições, não é protagonista. Para nós, deputados do MDB, é como se estivéssemos vivendo pela primeira vez um grande movimento de lideranças e de alianças partidárias em prol de uma candidatura majoritária. Para mim, é único. Parece que estou vivendo minha primeira eleição”, celebrou a candidata ao agradecer o apoio do presidente estadual do PL, Ananias Filho, e do próprio Wellington Fagundes, que compareceu à convenção emedebista.
A aliança formalizada, no entanto, enfrenta resistências pontuais e questionamentos de parte dos prefeitos e da base do PL, especialmente no que tange a composições locais e ao nome do deputado federal José Medeiros (PL). Questionada sobre a possibilidade de pedir votos para Medeiros, que recentemente externou incômodo com o formato da chapa, Janaina ponderou.
“Hoje vamos firmar essa coligação. Depois vamos discutir a possibilidade de efetivarmos essa dobradinha. É possível, mas vai depender das interlocuções partidárias entre o PL e o MDB”.
Sobre as divergências internas na legenda aliada, a emedebista adotou tom de serenidade.
“Nós sabemos que qualquer partido ao qual fôssemos nos unir teria divergências. Enfrentamos isso com muita naturalidade, mas com a certeza de que o MDB vem para essa coligação para somar e fazer Janaina senadora. Nós vamos cuidar do nosso partido e espero que o PL cuide do PL. Não vamos interferir nessa discussão. Eles têm liberdade e direito de ter opiniões divergentes”.
O RESPALDO DE JAYME CAMPOS E A ARTICULAÇÃO PELAS SUPLÊNCIAS
O palanque do MDB também foi marcado pela presença do senador Jayme Campos (União Brasil). A participação de Jayme ocorre em um momento de realinhamento político após o próprio senador ter a pré-candidatura ao governo rejeitada pelos convencionais durante a convenção do União Brasil, que optou por marchar ao lado de Otaviano Pivetta.

Ao declarar apoio irrestrito aos nomes de Janaina Riva e Wellington Fagundes, Jayme Campos destacou a importância de escolher um perfil comprometido com os interesses coletivos do estado.
“Eu tenho a convicção e a certeza de que o povo mato-grossense quer eleger uma senadora que certamente tenha compromisso com o nosso povo, não alguns que querem defender grupos econômicos, que trabalham com interesse pessoal e particular”.
A definição oficial sobre as vagas de suplência ao Senado, por sua vez, foi transferida para esta quarta-feira, dia 5 de agosto. Isso porque o grupo optou por aguardar os desdobramentos e a posição definitiva do Podemos, em articulação conduzida diretamente pelos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes para atrair a sigla para o bloco.
“Hoje o partido tem como prioridade a candidatura ao Senado. Estamos muito tranquilos com isso. Os candidatos vão decidir essa questão, mas todos querem aguardar a vinda ou não do Podemos. Sei que está em cima da hora, mas, para quem já esperou até o dia 4, não vai fazer mal esperar até o dia 5”, justificou Janaina.
PRESENÇAS E FORMALIZAÇÃO DA CHAPA
A mesa da convenção refletiu a amplitude da aliança montada em torno do MDB e do PL. Além de Wellington Fagundes, prestigiaram o ato a deputada federal Coronel Fernanda (PL), o vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) e diversas lideranças estaduais que ratificaram o apoio ao nome de Janaina Riva para o Senado Federal.

