O Grupo Mateus realizou uma ampla reestruturação operacional ao longo de 2025, promovendo cortes no quadro de funcionários e encerrando atividades de dezenas de unidades comerciais em várias regiões do país. As mudanças afetaram principalmente estados do Norte e Nordeste e fazem parte de uma estratégia voltada à revisão administrativa, redução de custos e aumento da eficiência operacional diante da forte concorrência do setor varejista.
Segundo dados divulgados pela própria companhia, o número de colaboradores caiu de 47,9 mil para 41,2 mil trabalhadores, representando uma redução de 13,9% no quadro funcional. Paralelamente, 28 lojas foram fechadas durante o período como parte do processo de reorganização interna.
Reestruturação do Grupo Mateus atingiu operações em seis estados
As alterações promovidas pela varejista alcançaram unidades localizadas na Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Pará. A empresa informou que as medidas foram adotadas após avaliações internas sobre desempenho operacional e sustentabilidade financeira das operações.
De acordo com a companhia, o processo incluiu análises comparativas entre diferentes formatos de lojas, contratos comerciais e modelos administrativos. O objetivo central foi adequar a estrutura da empresa às atuais demandas do mercado supermercadista, marcado por elevada competitividade e pressão por eficiência.
A rede afirmou ainda que as mudanças buscam corrigir desequilíbrios operacionais identificados em determinadas regiões, além de melhorar os resultados financeiros em médio e longo prazo.
Fechamento de lojas integrou plano estratégico
O encerramento de 28 unidades comerciais fez parte do conjunto de medidas implementadas pelo Grupo Mateus em 2025. Apesar da confirmação dos fechamentos, a companhia não detalhou quais estabelecimentos tiveram as atividades encerradas.
Estratégia busca otimização operacional
A empresa destacou que a reorganização pretende concentrar investimentos em operações consideradas mais estratégicas e rentáveis. O movimento acompanha uma tendência observada em grandes redes varejistas, que vêm revisando custos operacionais e ajustando estruturas para manter competitividade no setor.
Mesmo com a redução de unidades e do quadro de funcionários, o Grupo Mateus continua entre os principais nomes do varejo alimentar nacional. Atualmente, a empresa ocupa a terceira posição no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), atrás apenas de Carrefour e Assaí Atacadista.
História do Grupo Mateus começou no Maranhão
A trajetória da companhia teve início em 1986, na cidade de Balsas, no Maranhão. O fundador Ilson Mateus Rodrigues começou o negócio com uma pequena mercearia voltada à venda de produtos básicos e bebidas.
Antes de ingressar no comércio, Ilson Mateus trabalhou como garimpeiro em Serra Pelada, no Pará, durante o auge da mineração na década de 1980. A experiência antecedeu a criação da empresa que mais tarde se transformaria em uma das maiores redes varejistas do Brasil.
Crescimento ocorreu com expansão gradual
Nos primeiros anos da empresa, uma das estratégias utilizadas foi a aquisição de mercadorias a prazo para comercialização à vista. O modelo contribuiu para ampliar o capital de giro e impulsionar a expansão do empreendimento.
Com o passar do tempo, o Grupo Mateus ampliou sua atuação para diferentes segmentos do varejo, incluindo supermercados, atacarejo e hipermercados. A expansão ocorreu principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a companhia consolidou forte presença comercial.
O crescimento contínuo permitiu que a rede conquistasse espaço entre as maiores empresas do setor supermercadista brasileiro, ampliando sua atuação em diversos mercados consumidores.
Grupo Mateus segue entre os maiores varejistas do país
Mesmo diante das recentes mudanças operacionais, o Grupo Mateus mantém relevância no cenário nacional do varejo alimentar. A empresa continua com forte presença regional e segue inserida entre as maiores redes supermercadistas do Brasil.
Especialistas do setor observam que movimentos de reorganização administrativa têm se tornado frequentes em grandes empresas varejistas, especialmente em um cenário de custos elevados, mudanças no comportamento do consumidor e necessidade de ganho de produtividade.

