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21 de outubro de 2026 22:25

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Entregadores e empresas criticam projeto do governo para regular apps
Brasil

Entregadores e empresas criticam projeto do governo para regular apps

Proposta de regulamentação para entregadores gera críticas de trabalhadores e empresas e enfrenta dificuldades para avançar no Congresso.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de março de 2026
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4 Minutos de Leitura
Entregadores e empresas criticam projeto do governo para regular apps
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O debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos segue sem consenso no Brasil, com divergências envolvendo governo, empresas e entregadores. A proposta apresentada pelo Executivo prevê mudanças na forma de remuneração da categoria, incluindo a criação de um valor mínimo por entrega, mas enfrenta resistência de diferentes setores e ainda não tem data definida para aprovação.

Proposta para entregadores gera divergências

A iniciativa do governo federal busca estabelecer regras para o trabalho por aplicativo, com destaque para a fixação de um pagamento mínimo. A ideia prevê que entregadores recebam R$ 10 por entrega, além de R$ 2,50 por quilômetro adicional percorrido.

Segundo integrantes do governo, a proposta surgiu a partir de reivindicações da própria categoria, especialmente após mobilizações nacionais realizadas no último ano. A justificativa é que muitos trabalhadores atuam de forma autônoma, sem vínculo formal ou representação sindical tradicional, o que dificultaria negociações estruturadas.

Apesar disso, o modelo proposto tem sido alvo de críticas. Parte dos trabalhadores afirma que a medida pode não refletir a realidade de diferentes regiões e tipos de serviço, além de desconsiderar particularidades de cada plataforma.

Falta de consenso entre trabalhadores

Representantes sindicais demonstram preocupação com possíveis impactos negativos da proposta. Lideranças apontam que a criação de um valor mínimo pode gerar distorções, especialmente para profissionais que já recebem acima do valor sugerido.

Outro ponto levantado é a ausência de diálogo amplo durante a elaboração do projeto. Segundo relatos, alguns representantes só tiveram acesso aos detalhes após a divulgação na imprensa, o que gerou insatisfação.

Para integrantes de sindicatos, a definição de remuneração deveria ocorrer por meio de negociações coletivas entre empresas e trabalhadores, levando em conta diferenças regionais e operacionais.

Empresas apontam impacto no mercado

As plataformas digitais também se posicionaram contra a proposta de valor mínimo por entrega. Empresas do setor avaliam que a medida pode elevar os custos do serviço, impactando diretamente o preço final para o consumidor.

Risco de redução na demanda

De acordo com representantes das empresas, o aumento no valor das entregas pode resultar em queda na demanda. A avaliação é de que consumidores tenderiam a reduzir pedidos caso os preços subam, afetando toda a cadeia envolvida.

As plataformas defendem um modelo alternativo, baseado em remuneração mínima por hora trabalhada. Nesse formato, caso o trabalhador não atinja determinado valor, haveria uma complementação. Se o rendimento ultrapassar o piso, o ganho seguiria normalmente.

Tramitação no Congresso segue indefinida

A regulamentação do trabalho por aplicativo tem sido tratada como prioridade pelo governo. No entanto, a falta de consenso entre os envolvidos tem dificultado o avanço da proposta no Congresso Nacional.

O presidente da Câmara dos Deputados indicou que o texto pode ser levado à votação mesmo sem acordo total entre as partes. A possibilidade de aprovação sem unanimidade evidencia o cenário de tensão em torno do tema. Ao mesmo tempo, o governo afirma que ainda não recebeu propostas formais das empresas para alteração do projeto, o que reforça o impasse nas negociações.

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