*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Uma nova rodada de intenções de voto para a Presidência da República em 2026, divulgada nesta terça-feira, dia 24 de março, confirma o favoritismo do campo conservador no estado de Mato Grosso. Segundo o instituto Real Time Big Data, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com ampla vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todas as simulações de primeiro turno.
O levantamento, que ouviu 1.600 pessoas entre os dias 21 e 23 de março, mostra Flávio Bolsonaro consolidado com índices que variam entre 45% e 46%, enquanto o atual presidente oscila entre 30% e 31% da preferência dos mato-grossenses.
CENÁRIO 1: FLÁVIO ABRE 16 PONTOS DE VANTAGEM
No primeiro panorama testado, que incluiu o governador de Minas Gerais e outros nomes da direita e centro, Flávio Bolsonaro atinge seu teto de 46%.
-Flávio Bolsonaro (PL): 46%
-Lula (PT): 30%
-Ratinho Jr. (PSD): 3% (Nota: O governador paranaense desistiu da disputa)
-Romeu Zema (Novo): 2%
-Aldo Rebelo (DC): 1%
-Renan Santos (Missão): 0%
-Brancos/Nulos: 8%
-Não souberam/Não responderam: 10%
CENÁRIO 2: ESTABILIDADE COM EDUARDO LEITE
Mesmo com a inclusão do governador do Rio Grande do Sul, o cenário em Mato Grosso permanece praticamente inalterado, com a polarização pendendo para o senador do PL.
-Flávio Bolsonaro (PL): 46%
-Lula (PT): 31%
-Eduardo Leite (PSDB): 2%
-Romeu Zema (Novo): 2%
-Aldo Rebelo (DC): 1%
CENÁRIO 3: CAIADO PONTUA MELHOR, MAS NÃO AMEAÇA LÍDERES
No cenário onde o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, é testado, ele consegue absorver parte dos votos nulos e de outros candidatos, mas a distância entre os dois primeiros colocados segue cristalizada.
-Flávio Bolsonaro (PL): 45%
-Lula (PT): 30%
-Ronaldo Caiado (União/PSD): 5%
-Romeu Zema (Novo): 2%
Os números refletem o perfil conservador do eleitorado de Mato Grosso, onde a família Bolsonaro mantém uma base sólida, especialmente ligada ao agronegócio e às pautas de direita. A desistência de Ratinho Jr. parece ter concentrado ainda mais os votos em Flávio, enquanto Lula mantém o patamar de um terço dos votos no estado.
Nomes como Romeu Zema e Aldo Rebelo ainda não conseguiram tração significativa no estado, aparecendo com índices residuais próximos à margem de erro.

