*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O encerramento da janela partidária no último dia 4 de abril deixou um rastro de mudanças no Legislativo Estadual. Ao todo, 11 deputados mudaram de sigla, em um movimento estratégico que envolveu desde o “salvamento” de mandatos por questões jurídicas até intervenções diretas de executivas nacionais, como ocorreu na federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).
Um dos momentos mais tensos da reta final foi a intervenção na federação PRD/Solidariedade em MT. Com a direção anterior alinhada ao projeto de reeleição do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), parlamentares que buscavam outros caminhos tiveram que migrar para legendas aliadas ao Governo.
Nesse cenário, o Republicanos foi vitorioso. A sigla, que contava com dois parlamentares eleitos em 2022, saltou para uma bancada de cinco deputados, tornando-se uma das forças dominantes da Casa sob a influência de Pivetta.
PODEMOS
Outra movimentação foi liderada por Max Russi. O parlamentar consolidou o Podemos como uma peça-chave no tabuleiro ao atrair nomes de forte capilaridade eleitoral, como Beto Dois a Um e Fábio Tardin. O trio agora forma um bloco coeso e estratégico para as votações de interesse do Estado.
UNIÃO BRASIL E MDB
O União Brasil, que detinha quatro cadeiras, viu sua bancada encolher. A perda mais simbólica foi a do deputado estadual, Eduardo Botelho, que desembarcou no MDB de Janaína Riva. Além dele, a saída de Juca do Guaraná Filho para o PSDB também desidratou a legenda, que agora foca em reorganizar sua base interna.
O PSDB, por sua vez, renasceu na reta final ao receber não apenas Juca, mas também Chico Guarnieri, fortalecendo o “ninho tucano” ao lado de Carlos Avalone.
PP, CIDADANIA E NOVO
Enquanto o PP e o Cidadania perderam seus únicos representantes e ficaram sem voz direta na Assembleia, o partido NOVO ganhou musculatura com a filiação de Elizeu Nascimento, que deixou o PL para buscar novos ares na direita mato-grossense.

