A confirmação de dois casos de raiva bovina em Mato Grosso, nas cidades de Campo Verde e Alta Floresta, levou autoridades sanitárias a intensificarem ações de controle e prevenção. As ocorrências foram identificadas após exames laboratoriais e, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), os focos já estão sendo monitorados por equipes técnicas.
Medidas emergenciais para conter a raiva bovina
Após a confirmação da doença, o Indea informou que notificou imediatamente as propriedades afetadas. Como resposta, foi determinada a vacinação emergencial dos rebanhos nas áreas envolvidas, com o objetivo de impedir o avanço da raiva bovina.
As equipes locais também iniciaram o acompanhamento contínuo das propriedades, avaliando possíveis novos casos e orientando os produtores sobre os procedimentos necessários para conter a disseminação do vírus. A doença, que afeta o sistema nervoso de mamíferos, pode trazer prejuízos significativos à pecuária.
Área de risco e monitoramento intensificado
De acordo com o órgão, cerca de 142 propriedades rurais estão localizadas dentro de um raio de 10 quilômetros das áreas onde os casos foram registrados. Essa região é considerada de risco devido à presença de morcegos hematófagos, principais transmissores da raiva bovina no meio rural.
Atuação dos morcegos como vetor da doença
A transmissão ocorre principalmente por meio da mordida desses animais, que se alimentam de sangue e podem infectar bovinos e outros mamíferos. Por esse motivo, o monitoramento constante e a adoção de medidas preventivas são considerados essenciais para evitar novos focos.
Reunião com produtores e orientações técnicas
Para reforçar as ações de controle, o Indea realizará uma reunião com produtores rurais no dia 28 de abril, às 14h, na Escola Estadual Boa Esperança. O encontro tem como objetivo esclarecer dúvidas e orientar sobre práticas adequadas de manejo e vacinação.
Durante a reunião, técnicos apresentarão informações detalhadas sobre a obrigatoriedade da vacinação de bovinos e equinos, além de destacar a importância da imunização como principal estratégia contra a raiva bovina.
Novas ações e exigências sanitárias
Dando continuidade às medidas, o instituto programou um novo atendimento para o dia 13 de maio, entre 9h e 16h, no mesmo local. Na ocasião, os produtores deverão apresentar as notas fiscais das vacinas aplicadas e atualizar a declaração de estoque de rebanho.
A adesão às exigências sanitárias é considerada indispensável para o controle da doença. O órgão reforça que a vacinação é obrigatória dentro da área delimitada e deve ser realizada por todos os criadores.
Doença representa risco à saúde animal e humana
A raiva bovina é uma enfermidade viral que compromete o sistema nervoso e pode levar à morte dos animais infectados. Além disso, trata-se de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida aos seres humanos, o que aumenta a preocupação das autoridades de saúde.
No ambiente rural, a incidência da doença costuma estar associada à atividade de morcegos hematófagos, tornando fundamental a vigilância constante e o cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários estabelecidos.

