A arrecadação de impostos federais no Brasil atingiu R$ 229,2 bilhões em março de 2026, estabelecendo um novo recorde para o mês dentro da série histórica. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (28) e apontam um crescimento real de 4,99% em comparação com março de 2025, refletindo o desempenho positivo das receitas tributárias no período.
Arrecadação de impostos cresce e bate recordes
O resultado expressivo não se limita ao mês de março. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a arrecadação federal somou R$ 784,2 bilhões. Esse montante também representa um recorde histórico para o período, com avanço real de 4,6% em relação aos três primeiros meses do ano passado.
De acordo com a Receita Federal, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento nas receitas previdenciárias e pela arrecadação de tributos como PIS/Cofins, Imposto de Renda Retido na Fonte sobre capital (IRRF-Capital) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Principais tributos impulsionam crescimento
As receitas administradas diretamente pela Receita Federal alcançaram R$ 223,5 bilhões em março, registrando uma elevação real de 5,56% na comparação anual. Esse avanço foi influenciado por diferentes fatores econômicos e fiscais, que contribuíram para o aumento da base de arrecadação.
Entre os tributos que mais se destacaram está o IOF, que apresentou crescimento significativo no período. A arrecadação desse imposto somou R$ 8,3 bilhões em março, com alta real de 50,06% em relação ao mesmo mês de 2025.
Desempenho do IOF no primeiro trimestre
No acumulado entre janeiro e março de 2026, o IOF manteve trajetória de forte expansão. A arrecadação do imposto registrou aumento de 44,45% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, reforçando sua contribuição relevante para o resultado geral das receitas federais.
Esse desempenho reflete, entre outros fatores, o aumento das operações financeiras tributadas, o que impacta diretamente a arrecadação desse tributo específico.

