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Leia: Bancada de Mato Grosso assina pedido de CPI para investigar relações entre ministros do STF e Banco Master
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OpiniãoMT > Blog > Política > Bancada de Mato Grosso assina pedido de CPI para investigar relações entre ministros do STF e Banco Master
Política

Bancada de Mato Grosso assina pedido de CPI para investigar relações entre ministros do STF e Banco Master

Jornalista Mauad
Publicado em: 10 de março de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Os três senadores por Mato Grosso, Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e Margareth Buzetti (PP), uniram forças e assinaram o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. O objetivo do colegiado é investigar supostas relações e transações financeiras envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

O pedido foi protocolado oficialmente na noite da última segunda-feira, dia 9 de março, pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado. Até o momento, a proposta já conta com 35 assinaturas, superando com folga o mínimo de 27 adesões exigidas pelo regimento interno para a abertura de uma comissão desta natureza. Entre os signatários, destacam-se 11 senadores do PL, incluindo Flávio Bolsonaro (RJ), e seis parlamentares do PP.

“FUNDO DO POÇO”: POSICIONAMENTO DE JAYME CAMPOS

No último sábado, dia 7 de março, o senador Jayme Campos demonstrou indignação com as recentes revelações, embora tenha defendido inicialmente a cautela e o trabalho da Polícia Federal.

“Temos que aguardar as apurações, sobretudo pela própria Polícia Federal. Espero que seja passado a limpo. Se tudo isso que estão falando é verdade, algo tem que ser feito. Chegamos no fundo do poço”, afirmou o senador mato-grossense, reforçando que eventuais culpados devem ser penalizados respeitando o direito de defesa.

O FOCO DAS INVESTIGAÇÕES: TOFFOLI E MORAES

A CPI pretende esmiuçar contratos e movimentações que ligam os magistrados ao império financeiro de Vorcaro:

-Dias Toffoli: A investigação mira a empresa Maridt, da qual o ministro é sócio. Administrada por familiares de Toffoli, a empresa teria recebido recursos de um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master. Além disso, a Maridt tornou-se sócia do Resort Tayayá em 2020 e vendeu ações para o fundo da família do banqueiro em 2021. Após a eclosão das denúncias, Toffoli deixou a relatoria de um inquérito sobre o banco, que foi repassado ao ministro André Mendonça.

-Alexandre de Moraes: O foco recai sobre um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa dele, Viviane Barci de Moraes, vigente entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Há também a suspeita envolvendo mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes no dia 17 de novembro do ano passado, data em que o banqueiro foi preso. O ministro nega veementemente que tais mensagens tenham sido enviadas a ele.

PRÓXIMOS PASSOS NO SENADO

Apesar do número de assinaturas já ter sido alcançado, a instalação da CPI não é imediata. O requerimento agora aguarda a leitura em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Somente após esta leitura os blocos partidários poderão indicar os membros que comporão a comissão para que os trabalhos de investigação, depoimentos e quebras de sigilo tenham início oficial.

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