*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na última quarta-feira, dia 12 de agosto, a Polícia Civil deflagrou uma nova diligência decisiva e prendeu preventivamente Verginia Locatelli, de 45 anos. Ela é esposa do empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, proprietário de posto de combustíveis que já se encontra preso desde julho no âmbito da Operação Puer Defensu.

A prisão de Verginia foi efetuada por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso, com o apoio estratégico da polícia do estado do Espírito Santo, onde ela foi localizada.
QUEM É VERGÍNIA LOCATELLI E AS ACUSAÇÕES QUE ENFRENTA
Verginia Locatelli, de 45 anos, é apontada pelas investigações como participante ativa do esquema criminoso. Com a conclusão do inquérito policial realizada na semana passada pela delegada Layssa Crisostomo, vinculada à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis (DEDMV) de Sorriso, ela foi formalmente indiciada por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A acusação que pesa contra ela envolve envolvimento direto na produção, transmissão, disponibilização e armazenamento de material pornográfico retratando crianças e adolescentes. Diante dos elementos probatórios reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da suspeita, pedido que foi acatado pela Justiça.
O MARIDO PRESO E O EPICENTRO DO ESCÃNDALO
O companheiro de Verginia, o empresário Fábio Serafim de Oliveira, está atrás das grades desde o dia 15 de julho de 2026, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Puer Defensus. Ele é apontado pelas autoridades como o principal articulador de uma rede criminosa voltada ao estupro de vulnerável, além da produção, divulgação e armazenamento de conteúdo de exploração sexual infantojuvenil.
O esquema veio à tona em junho, após a prisão da babá Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos. Em depoimento à polícia, a jovem confessou participação e revelou detalhes que apontaram diretamente para o empresário. O caso começou a ser investigado após um familiar ouvir relatos de uma das crianças, que afirmou ter sido “ensinada” a praticar atos sexuais pela babá e por um homem.

As apurações revelaram que pelo menos cinco crianças, com idades entre 1 ano e 8 meses e 8 anos, incluindo o próprio filho da babá, foram vítimas do esquema que funcionou por cerca de sete meses, entre agosto de 2025 e março de 2026. Para aliciar as vítimas, os criminosos usavam métodos de manipulação com ofertas de balas e moedas.
DESDOBRAMENTOS DA INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil continua aprofundando o inquérito para mapear todas as ramificações da rede criminosa. Na primeira fase da operação, além das prisões, foram apreendidas armas, munições e dispositivos eletrônicos, como computadores, celulares e chips, cujos dados recuperados pelas perícias técnicas vêm servindo de base para robustecer as acusações contra o casal e demais envolvidos.
O processo tramita em segredo de Justiça para blindar a identidade das crianças vítimas e assegurar o avanço das apurações conduzidas pela Delegacia de Sorriso.
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