*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em um momento em que a desilusão com a política domina o cenário nacional nasce o projeto “Reconstruindo a Democracia 2026”. Liderada por Reginaldo de Souza, a iniciativa não se apresenta como um partido ou candidatura, mas como uma proposta da sociedade civil organizada para pautar o futuro do país, buscando devolver ao cidadão o papel de protagonista nas grandes decisões nacionais.

O PLEBISCITO: A VOZ SOBERANA DO POVO
O pilar central do projeto é a implementação do plebiscito. Para Reginaldo, grande parte da desconfiança da população em relação às “casas de leis”, Congresso e Senado, decorre da sensação de que a vontade popular é ignorada.

“O plebiscito seria a voz da população. Se tivéssemos essa lei, onde 50% da voz popular aprovada se tornasse executável, não estaríamos passando por momentos difíceis de revolta. Tudo deveria passar pela voz do povo para decidir, por exemplo, questões sensíveis como aborto ou liberação de drogas. A decisão popular deve ter a palavra final, sem depender apenas dos interesses do Legislativo”, reforça Reginaldo.
Segundo o dirigente, o sistema atual permite que a corrupção e a cultura política tradicional se sobreponham aos interesses da nação. A proposta é que, uma vez aprovada uma demanda por 51% da população via plebiscito, ela vire lei automaticamente, garantindo que o poder emane, de fato, do povo.
ESTRUTURA E FERRAMENTAS DE ENGAJAMENTO
O projeto fundamenta a atuação em três eixos principais de ação:
-Proposta de PEC (Proposta de Emenda à Constituição): O foco é uma reforma profunda que contemple a política, o sistema de Justiça e o combate rígido à corrupção, além da institucionalização do plebiscito rogatório.
-Podcast de Debates: O projeto utilizará o formato de podcast não apenas para ouvir apoiadores, mas para confrontar visões. “Queremos ouvir todos os lados. Faremos debates diretos entre candidatos que apoiam e candidatos que são contra nossas pautas, buscando entender por que eles não se alinham a esses objetivos. O foco é mostrar à população a diferença de cada projeto”, explica Reginaldo.
-Registro Histórico em Livros: A iniciativa prevê uma série de obras literárias. A primeira focada nos últimos anos da democracia brasileira e na ascensão da direita e da esquerda, e a segunda, que registrará o período de pré-campanha e campanha de 2026. O objetivo é documentar a trajetória política para que as gerações futuras possam analisar o desenvolvimento, ou os retrocessos, do Brasil.
“NÃO É UM POLÍTICO, É A POPULAÇÃO”
Reginaldo destaca que a essência do “Reconstruindo a Democracia 2026” é inverter a lógica de poder.
“Não é o político oferecendo algo para a população, mas a população oferecendo aos políticos o que nós queremos que seja mudado. Aqui não tem partido, aqui tem um projeto de nação”, afirma.
A iniciativa surge justamente no vácuo de confiança deixado pela política tradicional. Ao atuar como um fiscal constante dos eleitos, o projeto pretende manter o cidadão engajado durante os quatro anos de mandato, e não apenas no período eleitoral.
Para Reginaldo, o projeto é um convite à reflexão e ao diálogo.
“Toda transformação começa quando pessoas decidem construir, juntas, um futuro melhor. Queremos trazer os problemas do Brasil para o debate, com documentos e argumentos, e ver quais candidatos têm coragem de abraçar essa causa de verdade”, conclui.

