*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A corrida sucessória pelo Palácio Paiaguás em 2026 ganhou novos contornos de rivalidade entre dois nomes da política mato-grossense. O senador Wellington Fagundes (PL) subiu o tom das críticas ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), questionando o alinhamento ideológico do adversário e trazendo à tona o histórico partidário de ambos.
Em declarações recentes, Wellington Fagundes buscou desvincular a imagem de Pivetta da direita, lembrando a trajetória do governador no PDT, partido historicamente ligado ao brizolismo.
“Quem falou que o Pivetta é de direita? Do PDT, brizolista. Apoiou o Pedro Taques, hoje renega o Taques. Eu sou PL desde que filiei a primeira vez, em todas as minhas candidaturas”, afirmou Fagundes.
A disputa por espaço junto à família Bolsonaro também entrou na pauta. Fagundes comentou sobre o apoio de Pivetta à provável pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência, alertando para o que chamou de hipocrisia.
Wellington defendeu que sempre manteve candidaturas pelo PL, embora tenha admitido passagens rápidas por legendas como PSDB e PDT em suplências.
O senador argumentou ainda que o PL sempre buscou o desenvolvimento e que as coligações anteriores foram definidas pela Executiva Nacional do partido. Fagundes enfatizou que “não dá para dizer que ‘eu nunca fui isso’ ou ‘nunca fui aquilo”, sugerindo que Pivetta deveria assumir seu histórico político.
CENÁRIO PARA O PALÁCIO PAIAGUÁS
A polarização entre Fagundes e Pivetta ocorre em um cenário que conta com outros nomes que buscam viabilizar candidaturas ao governo estadual, como a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o empresário que carrega as bandeiras de renovação do partido Novo, Marcelo Maluf (Novo).
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