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28 de outubro de 2026 10:51

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OpiniãoMT > Blog > Caso Master > Toffoli viajou em jato de empresa ligada a Vorcaro, afirma Anac
Caso Master

Toffoli viajou em jato de empresa ligada a Vorcaro, afirma Anac

Toffoli viajou em jato de empresa ligada a empresário do Banco Master; dados da Anac e Decea indicam detalhes dos deslocamentos.

Redação OPMT
Publicado em: 2 de abril de 2026
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4 Minutos de Leitura
Toffoli viajou em jato de empresa ligada a Vorcaro, afirma Anac
O ex-bancário Daniel Vorcaro e o Ministro Dias Toffoli. Imagem: Redes Sociais.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Toffoli, esteve no centro de uma reportagem que detalha viagens realizadas em aeronaves privadas ao longo de 2025. Segundo informações divulgadas, o magistrado utilizou um jato executivo operado por uma empresa associada ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que gerou questionamentos sobre os deslocamentos.

Viagem de Toffoli em jato executivo

De acordo com registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o ministro entrou no terminal executivo do Aeroporto de Brasília na manhã de 4 de julho de 2025. Pouco depois, uma aeronave operada pela empresa Prime Aviation decolou com destino à cidade de Marília, no interior de São Paulo, onde o magistrado nasceu.

Dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) apontam que não havia outros voos no mesmo intervalo, o que reforça a associação entre a presença de Toffoli no aeroporto e a decolagem do jato. Ainda conforme a apuração, no mesmo dia houve deslocamento de seguranças do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região até o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. O local costuma ser frequentado pelo ministro e fica a cerca de 150 quilômetros de Marília.

Uso da mesma aeronave em outras viagens

A aeronave mencionada, identificada pelo prefixo PR-SAD, também teria sido utilizada em outros voos envolvendo autoridades. Informações indicam que o mesmo avião foi empregado em deslocamentos do ministro Alexandre de Moraes em ocasiões distintas.

Levantamentos apontam ainda que Toffoli realizou pelo menos dez entradas no terminal executivo de Brasília ao longo de 2025. Em parte desses episódios, foi possível identificar as aeronaves utilizadas, sendo que a maioria estava registrada em nome de empresários.

O gabinete de Toffoli informou anteriormente que o ministro é sócio da empresa Maridt, mas destacou que não mantém relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro. Segundo a nota divulgada, a administração da empresa é conduzida por familiares do magistrado.

Participação no grupo do resort Tayayá

A Maridt fez parte do grupo responsável pelo resort Tayayá até fevereiro de 2025. A saída ocorreu por meio de operações que incluíram a venda de cotas para um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e, posteriormente, a transferência do restante da participação para outra holding. O gabinete afirmou que todas as transações foram declaradas à Receita Federal e realizadas dentro dos parâmetros de mercado, embora os valores não tenham sido divulgados.

Mudança na relatoria e dividendos

Durante o período em que a empresa ainda integrava o grupo do resort, Toffoli teria recebido dividendos, conforme relatos de interlocutores. Na mesma época, o ministro atuava como relator de um caso no Supremo Tribunal Federal relacionado ao tema. Posteriormente, a relatoria foi transferida ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o processo.

Nota da defesa de empresário

Em manifestação recente, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o empresário foi sócio da empresa de aviação entre setembro de 2021 e setembro de 2025. Segundo a nota, ele não possui mais participação na companhia.

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