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Leia: “Se eu não for ao STF, não governo”, afirma Lula ao criticar o Congresso
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24 de abril de 2026 07:34

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > “Se eu não for ao STF, não governo”, afirma Lula ao criticar o Congresso
Brasília

“Se eu não for ao STF, não governo”, afirma Lula ao criticar o Congresso

Lula critica o Congresso após a derrubada do aumento do IOF e afirma que recorrerá ao STF para garantir prerrogativas do Executivo.

última atualização: 2 de julho de 2025 10:56
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Se eu nao for ao STF, não governo afirma Lula ao criticar o Congresso
"Cada macaco no seu galho", afirmou Lula em entrevista. Imagem: Ricardo Stuckert/PR.
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Durante a visita a Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o governo federal irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o Congresso Nacional revogar o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Lula critica o Congresso por, segundo ele, interferir nas funções do Executivo e defendeu o direito do governo de propor ajustes tributários para equilibrar as contas públicas.

Lula critica o Congresso e defende recurso ao STF

Ao comentar sobre a derrubada do decreto pelo Legislativo, Lula afirmou que o governo precisa acionar o Supremo para continuar governando. “Se eu não for à Suprema Corte, eu não governo mais o país”, declarou o presidente durante entrevista à TV Bahia. Para ele, a decisão do Congresso ultrapassa os limites da separação entre os Poderes.

O decreto revogado previa um aumento nas alíquotas do IOF sobre operações de crédito, medida considerada pela equipe econômica como essencial para reforçar a arrecadação federal. Lula reforçou que se tratava de um ajuste tributário com o objetivo de aumentar a contribuição dos mais ricos, e não de um novo imposto.

Entenda o motivo da disputa entre Executivo e Legislativo

Em maio, o Ministério da Fazenda editou um decreto para elevar o IOF, especialmente em operações de crédito realizadas por empresas. A expectativa do governo era de um reforço de R$ 10 bilhões nos cofres públicos ainda em 2025, e mais de R$ 20 bilhões até 2026.

No entanto, o Congresso Nacional, com forte resistência à proposta, derrubou o decreto. Parlamentares alegaram que não aceitarão aumentos de tributos enquanto o Executivo não apresentar cortes de gastos públicos. A decisão impôs uma significativa perda de receita para o governo e acirrou a tensão política entre os Poderes.

Durante sua fala, Lula também mencionou que houve o descumprimento de um acordo político previamente firmado. Segundo ele, a revogação do decreto contrariou um entendimento firmado entre representantes do governo e líderes do Congresso. O presidente afirmou que a quebra desse compromisso por parte do Legislativo compromete a governabilidade e desrespeita a autonomia do Executivo.

Reação do governo e ida ao Supremo

Após o Congresso anular o aumento do IOF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que o governo federal ingressará com uma ação no STF. A principal alegação é de que a decisão legislativa fere a Constituição ao interferir em competências que cabem exclusivamente ao presidente da República.

Lula, ao comentar o assunto, reforçou que a medida tem como objetivo garantir o equilíbrio das contas públicas sem comprometer investimentos em áreas sociais. Ele também rejeitou a ideia de ruptura com o Congresso, mas reiterou a necessidade de que cada Poder respeite seus limites. “Cada macaco no seu galho”, declarou.

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