A Polícia Federal intensificou nesta quarta-feira uma grande operação nacional de combate ao crime organizado, mobilizando forças de segurança em diferentes regiões do país. A ação reúne agentes federais e estaduais para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens e apreensão de patrimônios ligados a organizações criminosas. As diligências acontecem simultaneamente em residências, estabelecimentos comerciais e outros locais apontados pelas investigações.
Operação reúne forças de segurança em todo o país
A ofensiva é coordenada pela Polícia Federal por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), estrutura criada para fortalecer a atuação conjunta entre diferentes órgãos de segurança pública.
O modelo integra policiais federais, civis, militares, penais e rodoviários federais, além da participação das Guardas Municipais em determinadas localidades. A estratégia busca ampliar a capacidade operacional das equipes e garantir maior eficiência no cumprimento das decisões judiciais expedidas durante as investigações.
Desde as primeiras horas do dia, equipes foram mobilizadas para executar mandados de prisão, busca e apreensão, além de outras medidas cautelares voltadas ao enfraquecimento financeiro das organizações criminosas investigadas.
Pará e Paraíba concentram maior número de mandados da operação
Entre os estados envolvidos, Pará e Paraíba concentram o maior volume de alvos da ação policial.
Ação em Belém mira integrantes de facções
Na capital paraense, a Operação Coalizão tem como objetivo localizar e prender suspeitos apontados como integrantes de grupos criminosos. Ao todo, são cumpridos 32 mandados de prisão, além de buscas em igual número de endereços ligados aos investigados.
As investigações apontam que os alvos possuem ligação com atividades criminosas desenvolvidas por facções que atuam na região Norte.
Investigação na Paraíba alcança outros estados
Na Paraíba, a Operação Consigliere mobilizou dezenas de policiais para o cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão e 13 ordens de prisão.
Segundo as investigações, o grupo criminoso possuía estrutura financeira que ultrapassava os limites do estado, mantendo conexões também em Mato Grosso do Sul e São Paulo. As apurações indicam que a organização utilizava diferentes mecanismos para movimentar recursos provenientes de atividades ilícitas.
Minas Gerais combate monitoramento clandestino do tráfico
Em Minas Gerais, a atuação das forças policiais está voltada para o desmonte de um sistema clandestino de vigilância utilizado por traficantes.
As investigações revelaram que equipamentos de monitoramento haviam sido instalados irregularmente em postes e vias públicas com o objetivo de acompanhar a movimentação das forças policiais e alertar integrantes das organizações criminosas sobre a aproximação de viaturas.
Além da retirada desses equipamentos, a operação prevê o cumprimento de dez mandados de prisão em Belo Horizonte e também no município de Uberaba.
Ceará tem foco na apreensão de patrimônio de traficantes
No Ceará, a Operação Conexão Amazônia concentra esforços na identificação e apreensão de bens ligados ao tráfico interestadual de drogas.
As ordens judiciais também são executadas nos estados de Pernambuco, Pará e Amazonas, onde os investigadores buscam localizar patrimônios considerados produto das atividades criminosas.
O objetivo é reduzir a capacidade financeira das organizações, dificultando a continuidade de suas ações e a expansão de suas operações em diferentes regiões do país.
Interior de São Paulo é alvo de ações contra roubo de cargas
Outra frente importante da operação ocorre no estado de São Paulo, onde as investigações têm como foco grupos especializados em roubo, receptação e comercialização de cargas furtadas.
Baixada Santista registra cumprimento de prisões
Na Baixada Santista, a Operação Desatrela cumpre sete mandados de prisão contra suspeitos investigados por participação em esquemas criminosos relacionados ao transporte de cargas.
As diligências buscam desarticular a estrutura logística utilizada pelos envolvidos para movimentação dos produtos roubados.
Empresas de fachada eram usadas para revender mercadorias
Já na região de Campinas, a Operação Argenti Lardum resultou na prisão de dez investigados, com ações também realizadas no estado do Paraná.
Conforme apontam as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para inserir novamente no mercado formal mercadorias obtidas por meio de roubos de caminhões e cargas, dando aparência de legalidade aos produtos comercializados.
Investigações avançam em outros estados
A mobilização das forças de segurança também alcança o Rio Grande do Norte, onde são cumpridos mandados de prisão e medidas de bloqueio patrimonial nas cidades de Natal e Mossoró.
Em Goiás, o foco das investigações está relacionado ao comércio irregular de produtos químicos utilizados na adulteração de cocaína. As equipes cumprem determinações judiciais e recolhem materiais que podem auxiliar na continuidade das apurações.
Paralelamente, a Polícia Federal segue aprofundando as investigações para identificar pessoas responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos financeiros provenientes das atividades das organizações criminosas, incluindo suspeitos de participação em esquemas de lavagem de dinheiro.

