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Leia: ONG aciona Justiça contra Erika Hilton por chamar mulheres de “imbeCIS”
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2 de novembro de 2026 07:09

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > ONG aciona Justiça contra Erika Hilton por chamar mulheres de “imbeCIS”
Brasília

ONG aciona Justiça contra Erika Hilton por chamar mulheres de “imbeCIS”

ONG move ação contra Erika Hilton após publicação com críticas e termo imbeCIS; pedido inclui retratação e multa de R$ 500 mil.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de março de 2026
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4 Minutos de Leitura
ONG aciona Justiça contra Erika Hilton por chamar mulheres de "imbeCIS"
Erika Hilton. Imagem: Redes Sociais.
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A ONG feminista Matria protocolou uma ação civil pública contra a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) após uma publicação nas redes sociais que gerou forte repercussão. No conteúdo divulgado, a parlamentar utilizou termos como “transfóbicos e imbeCIS”, além de outras expressões consideradas ofensivas, o que motivou a iniciativa judicial apresentada no último domingo (22).

Ação judicial envolve publicação nas redes sociais

A controvérsia teve origem em uma postagem feita no dia 11 de março na plataforma X (antigo Twitter), logo após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. No texto, a deputada reagiu a críticas recebidas e utilizou termos como “esgoto da sociedade” e “imbeCIS”, além de afirmar que seus opositores “podem latir”.

Segundo a ONG Matria, a linguagem adotada pela parlamentar ultrapassou os limites do debate público, resultando na decisão de ingressar com a ação judicial. A organização solicita que a deputada seja obrigada a remover a publicação e divulgar uma retratação oficial no prazo de 24 horas.

Pedido de retratação e indenização

Na ação, a entidade propõe um texto específico de retratação que deverá ser publicado por Erika Hilton, reconhecendo que as expressões utilizadas ofenderam a honra e a dignidade de um grupo de mulheres.

Além disso, a ONG solicita a aplicação de uma multa no valor de R$ 500 mil. Caso a penalidade seja determinada pela Justiça, o montante deverá ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça.

ImbeCIS e debate sobre liberdade de expressão

O uso do termo imbeCIS e de outras expressões na publicação também é citado na ação como exemplo de conduta que, segundo a ONG, busca desqualificar adversários em vez de promover o diálogo. A representação sustenta que esse tipo de abordagem pode gerar um ambiente hostil, dificultando a participação de diferentes grupos no debate público.

De acordo com o documento, assinado pela advogada Aída Laurete de Souza, a prática teria como consequência o constrangimento de pessoas com opiniões divergentes, levando ao possível silenciamento de vozes no espaço democrático.

Posicionamento da ONG

A Matria argumenta que declarações como as feitas pela deputada podem contribuir para a intimidação de mulheres que discordam de determinadas posições políticas. A entidade também afirma que a liberdade de expressão não deve ser utilizada como justificativa para ofensas pessoais ou coletivas.

Repercussão da publicação

A postagem de Erika Hilton alcançou ampla visibilidade na plataforma X, com cerca de 482 mil visualizações. O conteúdo também registrou aproximadamente 16 mil curtidas e mais de 4 mil comentários, indicando alto nível de engajamento e debate entre usuários.

A publicação ocorreu em um momento de destaque na trajetória da parlamentar, que se tornou a primeira mulher trans a presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Em sua mensagem, ela também mencionou a importância simbólica da conquista, relacionando o feito à sua história pessoal.

Cenário político e opinião pública

Além da ação judicial, o contexto político em torno da nomeação de Erika Hilton também tem sido acompanhado por pesquisas de opinião. Levantamento do instituto Real Time Big Data aponta que 84% dos eleitores demonstram rejeição à escolha da deputada para o comando da comissão.

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