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Leia: Moraes nega liberdade para mulher acusada de escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça
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OpiniãoMT > Blog > Justiça > Moraes nega liberdade para mulher acusada de escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça
Justiça

Moraes nega liberdade para mulher acusada de escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça

O Ministro Alexandre de Moraes rejeitou mais um pedido de prisão domiciliar de Débora dos Santos, alegando 'periculosidade social' da mesma.

última atualização: 28 de setembro de 2024 16:26
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Moraes nega liberdade para mulher acusada de escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar. Imagem: Reprodução Internet.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a liberdade para Débora dos Santos, de 38 anos, alegando sua periculosidade social. A cabeleireira está presa desde março de 2023, após ser flagrada escrevendo uma frase em um monumento em frente ao STF durante os eventos de 8 de janeiro. 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes

Nesta sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter Débora dos Santos em prisão preventiva, negando a substituição por prisão domiciliar. Segundo o ministro, a cabeleireira, envolvida nos atos de 8 de janeiro, apresenta um risco à sociedade. 

A decisão foi fundamentada na “periculosidade social” da ré, conforme argumentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que também recomendou a continuidade da detenção. Moraes afirmou que a gravidade das ações justificava a manutenção da prisão preventiva, reforçando a necessidade de restrição da liberdade.

Débora dos Santos foi presa em março de 2023 durante uma operação da Polícia Federal. O motivo da prisão foi a participação nos atos de 8 de janeiro, especificamente por ter sido flagrada escrevendo, com batom, a frase “perdeu, mané” na Estátua da Justiça, situada em frente ao Supremo Tribunal Federal. 

A imagem foi registrada por uma fotógrafa do jornal Folha de S.Paulo, servindo como prova para a prisão. Desde então, a defesa de Débora tem buscado sua libertação, destacando o impacto da prisão sobre seus dois filhos menores.

Argumentos da defesa

Os advogados de Débora dos Santos, Hélio Júnior e Taniéli Telles, têm defendido a possibilidade de sua cliente cumprir a pena em prisão domiciliar. Em 28 de agosto, a defesa apresentou a Moraes o argumento de que Débora, como mãe de dois menores, poderia receber o benefício da prisão domiciliar, citando precedentes legais e decisões do Superior Tribunal de Justiça. 

Eles destacaram a necessidade de se considerar o impacto da prisão na vida familiar de Débora, que se encontra separada de seus filhos desde março. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar, argumentando que, devido à gravidade dos atos cometidos e ao risco que Débora representa, sua liberdade não poderia ser concedida. 

A PGR reforçou que a manutenção da prisão preventiva é essencial para garantir a segurança pública e evitar a reincidência de comportamentos semelhantes. Esse posicionamento foi decisivo para a negativa do pedido por parte do ministro Moraes.

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