*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes participou, na manhã desta segunda-feira, dia 21 de setembro, na capital mato-grossense, do “Seminário de Soluções Fundiárias: Atividade Jurisdicional e Conciliatória”.
O evento acadêmico e institucional é realizado pela Escola de Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf) em parceria com o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis/MT) e a Seção Judiciária de Mato Grosso (SJMT).
Apesar da ampla cobertura da imprensa local presente no local, o ministro Gilmar Mendes informou que não concederia entrevistas aos jornalistas. A decisão de não falar com a imprensa ocorre em um momento de intensa pressão direcionada ao STF, motivada por desdobramentos recentes em Brasília.
A pressão sobre a Suprema Corte intensificou-se nas últimas semanas em razão da divulgação de mensagens encontradas no aparelho celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, referentes ao caso do Banco Master. Os diálogos divulgados mencionam supostos contatos e reuniões que envolveriam ministros da Corte, entre eles o próprio Gilmar Mendes.
Diante da repercussão, o ministro manifestou-se publicamente por meio de nota oficial para esclarecer os fatos. No comunicado, Gilmar Mendes reforçou que a atuação jurisdicional dele sempre foi frontalmente oposta aos interesses do Banco Master.
Além disso, ele confirmou ter se reunido com o fundador da instituição financeira em 2024, mas enfatizou que, na prática de suas funções no tribunal, votou contrariamente aos interesses do banco em processos relacionados ao caso.

