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Leia: Justiça mantém prisão de jovem acusada de integrar facção criminosa em esquema disfarçado de projeto religioso; VEJA VÍDEO
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17 de julho de 2026 16:27

OpiniãoMT > Blog > Justiça > Justiça mantém prisão de jovem acusada de integrar facção criminosa em esquema disfarçado de projeto religioso; VEJA VÍDEO
Justiça

Justiça mantém prisão de jovem acusada de integrar facção criminosa em esquema disfarçado de projeto religioso; VEJA VÍDEO

Jornalista Mauad
Publicado em: 17 de julho de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo do Juízo das Garantias, determinou a manutenção da prisão preventiva de Rhavenna Barcelos de Almeida, de 24 anos. A jovem foi detida na última quinta-feira, dia 16 de julho, durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso por meio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

A DECISÃO JUDICIAL

Ao analisar a situação de Rhavenna, o magistrado Cássio Leite de Barros Netto negou a liberdade da acusada, mantendo-a sob custódia estatal. A decisão fundamenta-se na gravidade das condutas imputadas à investigada, que é apontada como peça-chave no suporte operacional e comunicacional de uma facção criminosa com base no Rio de Janeiro.

A magistratura considerou a necessidade de garantir a ordem pública e assegurar que as investigações, ainda em curso, não sejam obstruídas pela liberdade da suspeita, cujo papel seria de estreita ligação com a liderança da facção.

O ESQUEMA: A FÉ COMO FACHADA PARA O CRIME

A Operação Fariseus revelou um cenário na qual os suspeitos utilizavam do projeto “Equipe Evangelismo Resgatando Vidas”, ligado a uma igreja evangélica, como fachada para atividades criminosas. Rhavenna, filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também investigados, utilizava a posição no grupo para atuar com o disfarce de “missionários” para ganhar a confiança das autoridades prisionais e acessar áreas sensíveis da Penitenciária Central do Estado (PCE).

Em vez de atividades religiosas, os envolvidos facilitavam a comunicação entre detentos, lideranças em liberdade e familiares de faccionados, atuando como elo central na transmissão de recados da facção.

Foto: Reprodução

Investigadores apontam que Rhavenna mantinha um relacionamento amoroso com Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, líder faccionado que se encontra foragido. Provas telemáticas mostram a jovem em comunidades do Rio de Janeiro posando com armamento de grosso calibre, como fuzis e pistolas, em contraste direto com sua imagem de evangelista.

ENVOLVIMENTO EM VIOLÊNCIA E LAVAGEM DE DINHEIRO

As investigações da Polícia Civil detalharam que a atuação da família ultrapassava a logística. Rhavenna foi flagrada, através de diálogos interceptados, influenciando decisões violentas do “tribunal do crime”, incluindo a autorização de punições físicas, os chamados “salves” contra terceiros.

Além disso, o grupo é suspeito de lavagem de dinheiro da facção através da triangulação de contas bancárias, o que permitia a Rhavenna e familiares manterem um padrão de vida luxuoso, com viagens constantes e procedimentos estéticos incompatíveis com a renda. Também foram identificadas tratativas para a comercialização de armas escondidas em uma propriedade rural da família.

VEJA VÍDEO DE POSTAGEM DE ACUSADA ANTES DE SER DETIDA PELA POLÍCIA

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2026/07/VIDEO-ACUSADA-1.mp4
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