*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político para as próximas eleições ganha novos contornos com as recentes declarações do presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho.
Em entrevista, o dirigente confirmou que as negociações para a composição da chapa de apoio à pré-candidatura ao Governo do Estado de Wellington Fagundes estão avançadas, com foco principal no Partido Novo.
Segundo Ananias, a aliança com o Novo está “praticamente definida”, o que viabiliza a indicação do empresário Marcelo Maluf como o nome para ocupar a vaga de vice-governador na chapa liderada por Fagundes.
ARTICULAÇÃO E RESISTÊNCIA POLÍTICA
Além da articulação com o Novo, o PL mantém conversas com o Podemos, legenda que possui forte influência e interlocução com o deputado estadual e presidente da sigla em Mato Grosso, Max Russi. A estratégia do PL é consolidar uma base de apoio que garanta capilaridade eleitoral em diversas regiões do estado.
No entanto, o caminho não está isento de obstáculos. Internamente, o PL enfrenta resistências significativas em relação a uma possível composição com o MDB. O descontentamento de parte dos membros do partido tem como alvo a pré-candidata ao Senado, Janaina Riva, que possui laços familiares com o pré-candidato Wellington Fagundes, uma vez que ela é nora do político.
Sobre o MDB, Ananias Filho foi enfático ao afirmar que, até o momento, “não houve um diálogo aberto institucionalmente” entre as legendas. O MDB, por sua vez, já havia sinalizado o interesse em indicar a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martelli, para a vaga de vice.
O TABULEIRO DOS NOMES
A definição da chapa, que ainda depende da palavra final da direção nacional do PL e do presidente Valdemar Costa Neto, envolve uma série de nomes estratégicos. Enquanto o Novo aposta em Marcelo Maluf, o Podemos tem colocado à disposição lideranças femininas, como Gisa Barros (Várzea Grande), Kalynka Meirelles (Rondonópolis) e Katiuscia Manteli e Doutora Mara (ambas de Cuiabá).
Ananias Filho ressaltou que, independentemente das movimentações locais, a decisão final sobre o destino das coligações, seja com o Podemos, Novo ou outro partido, caberá à Executiva Nacional do PL.
“A decisão final, seja Podemos, Novo ou qualquer outro, será da direção nacional, com o presidente Valdemar Costa Neto”, pontuou.

