Um terremoto de magnitude 7,3 registrado na manhã desta sexta-feira (17) atingiu a costa do estado de Chiapas, no sul do México, provocando um alerta de tsunami e sendo percebido também na Guatemala e em El Salvador. O tremor mobilizou equipes de emergência, levou moradores a deixarem edifícios e resultou em ocorrências de danos leves, além de dois feridos confirmados pelas autoridades mexicanas.
Terremoto provoca mobilização no sul do México
De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do tremor foi localizado próximo à cidade de Puerto Madero, no estado de Chiapas. O abalo sísmico ocorreu a aproximadamente 15,2 quilômetros de profundidade, característica que favoreceu sua percepção em diferentes regiões da América Central.
Logo após o registro do fenômeno, órgãos de proteção civil iniciaram protocolos de monitoramento e atendimento às ocorrências. Em Chiapas, equipes foram deslocadas para verificar possíveis impactos em áreas urbanas e costeiras, enquanto a população foi orientada a seguir recomendações das autoridades locais.
Segundo a Defesa Civil do estado, duas pessoas ficaram feridas em decorrência do tremor. Uma delas sofreu lesões após saltar do terceiro andar de um edifício durante o momento de pânico. A outra foi atingida pela queda de uma porta dentro de uma concessionária.
Além dos feridos, os órgãos de emergência registraram vazamentos de gás, rachaduras em construções, desabamento parcial de muros e desprendimento de estruturas em alguns imóveis. Até o momento, não há informações sobre danos estruturais de grande porte.
Alerta de tsunami após o terremoto
Após a ocorrência do tremor, o Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu um comunicado indicando a possibilidade de formação de ondas ao longo da costa localizada em um raio de até 300 quilômetros do epicentro.
As projeções apontavam que algumas áreas costeiras do México e da Guatemala poderiam registrar elevação do nível do mar entre 30 centímetros e 1 metro acima da maré normal. Em outros países banhados pelo Oceano Pacífico, o impacto esperado seria menor, com ondas inferiores a 30 centímetros.
Entre as nações incluídas no monitoramento estavam Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá e Peru, que permaneceram em observação enquanto os sistemas avaliavam a evolução do fenômeno.
Autoridades avaliam risco reduzido
Com o avanço das análises, o Instituto de Sismologia da Guatemala informou que a possibilidade de ocorrência de tsunamis era considerada baixa.
No México, o secretário da Marinha, Raymundo Morales, declarou que não havia expectativa de um impacto marítimo significativo. Mesmo assim, recomendou que moradores e turistas evitassem permanecer nas praias até a conclusão do monitoramento realizado pelos órgãos competentes.
Segundo o representante do governo mexicano, a eventual elevação do nível do mar não deveria ultrapassar meio metro, sendo tratada como um efeito secundário do abalo sísmico, sem previsão de consequências graves para a navegação ou para as áreas costeiras.
Réplicas foram registradas após o abalo
Depois do forte tremor principal, uma sequência de réplicas foi detectada na região. Alguns desses novos abalos apresentaram magnitudes entre 5 e 6, sendo sentidos em diversas localidades do México, da Guatemala e de El Salvador.
As autoridades continuam acompanhando a atividade sísmica para avaliar a possibilidade de novos tremores e orientar a população sobre medidas preventivas.
Especialistas lembram que réplicas são comuns após eventos de grande magnitude e podem ocorrer por horas ou até dias, dependendo da dinâmica geológica da região afetada.
Moradores deixam edifícios durante o tremor
Na Cidade da Guatemala, o abalo foi suficiente para provocar o balanço de prédios e gerar momentos de tensão entre os moradores. Muitas pessoas deixaram suas residências e locais de trabalho por precaução, seguindo os protocolos de segurança estabelecidos para esse tipo de ocorrência.
Imagens exibidas por veículos de comunicação locais mostraram servidores públicos deixando prédios governamentais enquanto os procedimentos de evacuação eram executados.
Relatos de moradores descrevem momentos de medo durante o tremor, especialmente entre aqueles que vivem em andares elevados de edifícios residenciais. Alguns buscaram abrigo em áreas estruturais consideradas mais seguras, enquanto outros optaram por evacuar imediatamente os imóveis.
Apesar da intensidade do fenômeno, tanto o governo da Guatemala quanto o Corpo de Bombeiros de El Salvador informaram que não havia registro de vítimas ou danos relevantes em seus respectivos territórios até a divulgação das primeiras avaliações oficiais.

