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Leia: Jovem apontada como namorada de criminoso é presa por usar fachada religiosa para apoiar facção; VEJA VÍDEO
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21 de outubro de 2026 21:50

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OpiniãoMT > Blog > Cuiabá > Jovem apontada como namorada de criminoso é presa por usar fachada religiosa para apoiar facção; VEJA VÍDEO
Cuiabá

Jovem apontada como namorada de criminoso é presa por usar fachada religiosa para apoiar facção; VEJA VÍDEO

Jornalista Mauad
Publicado em: 16 de julho de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A deflagração da Operação Fariseus, na manhã desta quinta-feira, dia 16 de julho, trouxe à tona detalhes estarrecedores sobre a infiltração de uma facção criminosa em ambientes religiosos de Mato Grosso. Entre os principais alvos da investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Draco, destaca-se a prisão de Rhavenna Almeida, de 24 anos.

Apontada pelas autoridades como peça-chave no suporte operacional e comunicacional do grupo, Rhavenna é identificada como namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido no mundo do crime pelo apelido de “Batman”. O criminoso, que se encontra foragido, é uma figura central na facção com base no Rio de Janeiro e alvo prioritário das forças de segurança.

A investigação aponta que Rhavenna não apenas mantinha um relacionamento pessoal com o foragido, mas utilizava a posição para servir de elo entre a liderança criminosa e o núcleo familiar envolvido no esquema.

A FACHADA: PROJETO “RESGATANDO VIDAS”

O ponto que mais chocou a opinião pública foi o desvirtuamento do projeto “Equipe Evangelismo Resgatando Vidas”. A iniciativa, ligada a uma igreja onde os pais de Rhavenna, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, atuam como pastores, servia como um “salvo-conduto” para que a família pudesse acessar a Penitenciária Central do Estado (PCE).

Foto: Polícia Civil

Sob o disfarce de missionários, os envolvidos, incluindo Rhavenna, ganhariam, supostamente, segundo a polícia, a confiança das autoridades prisionais para transitar em áreas sensíveis. Contudo, em vez de levar a mensagem religiosa, o grupo era responsável por facilitar a comunicação entre detentos e lideranças que estão em liberdade ou foragidas, além de fazer a ponte entre faccionados e familiares dos mesmos. Atuava ainda como mensageira da facção dentro das unidades prisionais.

VIDA DUPLA E OSTENTAÇÃO

A investigação revelou uma vida dupla marcada por um forte contraste entre a imagem de “evangelistas” e a realidade do crime organizado. Dados telemáticos apreendidos mostraram que Rhavenna e outros membros da família viajavam frequentemente para comunidades no Rio de Janeiro, onde posavam para fotos portando armamento pesado, como fuzis, pistolas e carabinas.

O lucro obtido através da lavagem de dinheiro da facção, que era realizada via triangulação em contas bancárias de familiares e terceiros, permitia à jovem e ao grupo manter um padrão de vida incompatível com a realidade, com direito a viagens constantes, veículos e procedimentos estéticos.

ENVOLVIMENTO EM ATOS DE VIOLÊNCIA

A gravidade da conduta de Rhavenna e núcleo familiar ultrapassa o suporte logístico. Diálogos interceptados pela polícia mostraram que a jovem tinha influência nas decisões violentas do “tribunal do crime”. Em uma das conversas, uma das investigadas solicita a aplicação de um “salve”, punição física, contra um homem acusado de furto. Além disso, foram documentadas tratativas para a venda de armamento que estava escondido em uma propriedade rural da família.

A Polícia Civil reitera que as investigações seguem em curso para mapear todos os envolvidos que permitiram que a fé fosse usada como ferramenta para o crime organizado, garantindo que todos os responsáveis sejam devidamente processados.

VEJA VÍDEO DA ACUSADA CANTANDO LOUVOR ANTES DE SER PRESA

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2026/07/VIDEO-ACUSADA.mp4

 

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