*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Um homem de 36 anos escapou por pouco de uma tentativa de homicídio na última terça-feira, dia 11 de agosto, em Várzea Grande. O alvo da ação criminosa não foi atingido pelos disparos, mas o ataque deixou marcas na estrutura de um hotel onde ele pretendia se hospedar. O caso agora é investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O ATAQUE REGISTRADO POR CÂMERAS DE SEGURANÇA
De acordo com as informações apuradas, a vítima estava no hall do hotel quando o atentado aconteceu. Toda a dinâmica do crime foi capturada por câmeras de segurança do estabelecimento.
Nas imagens, é possível observar o momento em que um carro chega ao local. Cerca de quatro pessoas estavam a bordo do veículo. Três dos ocupantes descem e efetuam diversos disparos de arma de fogo em direção ao homem.
Apesar da violência dos tiros, que atingiram a estrutura do hall do hotel, a vítima conseguiu escapar sem ferimentos. Após o atentado, os criminosos retornaram ao veículo e fugiram do local.
VAZAMENTO DE FOTOS, ROTINA E GRAVES ACUSAÇÕES EM GRUPOS DE WHATSAPP
O caso ganhou contornos complexos após a Polícia Militar receber denúncias anônimas e constatar a circulação de mensagens em grupos de aplicativo de mensagens.
Nos chats, foram compartilhadas fotografias da vítima acompanhadas de detalhes sobre a rotina diária. Além disso, as mensagens traziam acusações graves, afirmando que o homem estaria envolvido em crimes na região, como invasões a residências, furtos e roubos, e que ele se apresentaria falsamente como policial.
O conteúdo das mensagens vai ainda mais além, associando o homem de 36 anos ao sequestro, tortura e morte de Wellyngton Eduardo da Costa Jardim, vítima que havia sido sequestrada após o roubo a uma residência e posteriormente encontrada morta. Diante da repercussão nos grupos, a vítima nega categoricamente todas as acusações e o envolvimento nos crimes mencionados.
INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
Equipes da Polícia Militar atenderam a ocorrência inicial, recolhendo elementos cruciais para a investigação na cena do crime, incluindo uma cápsula deflagrada e projéteis encontrados no local.
O aparelho celular da vítima foi apreendido para que a polícia possa analisar o conteúdo das mensagens, verificar a veracidade das acusações disseminadas nas redes sociais e identificar os autores tanto da tentativa de homicídio quanto das ameaças e difamações. A DHPP segue conduzindo o inquérito para esclarecer a motivação por trás do atentado e capturar os suspeitos.
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