*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Duas agentes comunitárias de saúde foram mortas a golpes de faca e pauladas dentro de uma residência no distrito de Cangas, no município de Poconé, interior do estado, na madrugada desta quinta-feira, dia 13 de agosto.
O principal suspeito do duplo feminicídio e da tentativa de homicídio contra um amigo das vítimas é o ex-marido de uma delas, identificado como José Correa de Miranda, de 43 anos.
As vítimas fatais foram identificadas como Maria Helena do Carmo, de 51 anos, que é ex-esposa do agressor, e Cleidineia Eucaris da Costa, de 46 anos. Ambas atuavam profissionalmente no Posto de Saúde da Família (PSF) do distrito de Cangas.

O ATAQUE BRUTAL DO FEMINICIDA
De acordo com o registro policial, a tragédia ocorreu durante a madrugada. José Correa invadiu o local e iniciou a violência. Um amigo das vítimas, que estava no imóvel, tentou intervir e impedir o ataque, mas acabou sendo violentamente atingido por golpes de faca. Mesmo ferido, ele conseguiu ser retirado do local e levado para uma residência nas proximidades, de onde posteriormente foi socorrido pelo Samu e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Poconé para receber atendimento médico de urgência.
Ao perceber a situação, Cleidineia Eucaris também foi esfaqueada. O agressor ainda se apoderou de um pedaço de pau e desferiu vários golpes contra ela. Devido à gravidade dos ferimentos, Cleidineia não resistiu e também morreu.
Com a escalada da violência, Maria Helena tentou se esconder em um dos cômodos da casa, mas foi alcançada pelo ex-marido, que a executou com facadas e pauladas, resultando na morte no local.
A PRISÃO E A RENDIÇÃO DO SUSPEITO
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Durante o patrulhamento e deslocamento para a cena do crime, os policiais abordaram um veículo que piscava os faróis fazendo sinais de luz.
Ao realizarem a abordagem, os PMs identificaram o ocupante como sendo o próprio suspeito do crime. O homem de 47 anos que conduzia o veículo afirmou aos policiais que estava a caminho da sede da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) em Poconé justamente com a intenção de se entregar. Diante da confissão e da situação de flagrante, ele foi algemado e colocado na viatura.
Como apresentava diversas escoriações pelo corpo, resultantes das reações e agressões sofridas durante a tentativa de defesa das vítimas, José Correa de Miranda foi encaminhado à UPA de Poconé para receber atendimento médico. Após ser liberado pelos médicos, foi conduzido sob escolta até a Delegacia de Polícia Civil.
Equipes da Politec e da Polícia Civil estiveram no local do crime para realizar a perícia técnica, coletar vestígios e iniciar os trabalhos de investigação do caso.

