*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em entrevista concedida ao podcast ResumoCast no último dia 10 de julho, o analista, cientista político e professor doutor em filosofia, Haroldo Arruda, detalhou as circunstâncias que levaram à aproximação com o deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
“O Cattani tava sendo muito injustiçado com relação aquela história da vaca. Criaram narrativas por boa parte da imprensa pra destruí-lo. Eu falei: não, assim, a coisa não pode funcionar dessa forma. E ele nem me conhecia. Esse tipo de coisa eu não comungo e não aceito porque eu tenho princípios, eu tenho valores”.
A controvérsia mencionada por Haroldo Arruda remete a um episódio ocorrido no dia 15 de maio de 2023, durante uma sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destinada à criação de uma frente parlamentar de combate ao aborto.
Na ocasião, o deputado Gilberto Cattani utilizou uma analogia para defender a posição dele contra o aborto, argumentando que a vida existe desde o primeiro instante da gestação.
“Quando a minha vaca entra no cio, está no período fértil e o touro ‘cobre’ a minha vaca, é assim que a gente fala na roça, então ela está prenha. Isso é natural. Agora eu pergunto para qualquer pessoa: O que tem na barriga da minha vaca? Se você pedir para essas feministas ou essas pessoas que defendem o assassinato de bebês no ventre da sua mãe, eles vão dizer que lá tem um feto, não é um bezerro”.
Na sequência, Cattani criticou o uso do termo “feto” para se referir à gestação humana, alegando que o termo seria utilizado para desmerecer a vida do bebê.
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