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Leia: Governo estuda retorno do horário de verão para evitar crise energética no Brasil
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23 de abril de 2026 18:45

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Governo estuda retorno do horário de verão para evitar crise energética no Brasil
Governo Lula

Governo estuda retorno do horário de verão para evitar crise energética no Brasil

Governo Lula avalia a volta do horário de verão como medida para enfrentar a crise energética causada pela seca histórica que afeta o Brasil em 2024.

última atualização: 11 de setembro de 2024 15:01
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Governo estuda retorno do horário de verão para evitar crise energética no Brasil
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Diante de uma seca severa que ameaça o abastecimento de energia no Brasil, o governo do presidente Lula estuda a reintrodução do horário de verão. A medida, extinta em 2019, é vista como uma possível solução para evitar o racionamento de energia, já que a situação hídrica atual é uma das piores desde 1950. 

Horário de verão como solução para a crise energética

A seca que afeta o Brasil em 2024 é considerada uma das mais graves em décadas. Com os níveis dos reservatórios hidrelétricos em queda, o governo está buscando alternativas para evitar o colapso do sistema energético. Uma dessas alternativas é a reintrodução do horário de verão, que foi abolido no governo de Jair Bolsonaro em 2019.

O horário de verão, que tradicionalmente adianta os relógios em uma hora durante o período de maior luminosidade, tem como objetivo economizar energia elétrica ao estender o período de luz natural. Com isso, o consumo durante o horário de pico diminui, reduzindo a pressão sobre o sistema elétrico, especialmente em tempos de escassez hídrica.

Além de estudar o retorno do horário de verão, o governo já autorizou o aumento do uso de usinas termelétricas, que operam com gás natural, para garantir o fornecimento de energia. As termelétricas são uma alternativa mais cara e poluente em comparação às hidrelétricas, mas se tornaram essenciais diante da atual crise hídrica.

Essas usinas são acionadas principalmente quando os reservatórios estão em níveis críticos e há risco de falta de energia. A medida visa suprir a demanda, mas tem gerado aumento nas tarifas de energia, pressionando a inflação e afetando diretamente o bolso dos consumidores.

Impacto da crise hídrica no Brasil

O Brasil enfrenta em 2024 a pior seca desde 1950, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem). A seca severa tem afetado não só o abastecimento de água em várias regiões, mas também o funcionamento de usinas hidrelétricas, que são responsáveis por grande parte da geração de energia no país.

Na Amazônia, os efeitos da seca têm sido devastadores. Os rios Madeira e Negro, que são fundamentais para o transporte e abastecimento da região, atingiram níveis historicamente baixos, isolando comunidades inteiras e comprometendo o fornecimento de alimentos e outros recursos essenciais. Manaus, capital do Amazonas, também sofre com o impacto da crise, enfrentando dificuldades logísticas e de abastecimento. Enquanto o governo avalia suas opções, a seca continua a pressionar tanto o sistema elétrico quanto as finanças dos brasileiros, com o aumento das tarifas de energia.

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