*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente do União Brasil no estado e ex-governador Mauro Mendes cobrou publicamente que o deputado Júlio Campos registre um boletim de ocorrência na polícia para apurar supostas “propostas indecorosas” e compra de apoio na véspera da convenção partidária. A declaração ocorre em meio ao acirramento interno da legenda, que decidirá na próxima quinta-feira, dia 30 de julho, se lançará candidatura própria ao Governo do Estado com Jayme Campos, irmão de Júlio, ou se apoiará a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). No total, 48 delegados do partido participarão da votação.
O atrito escalou após declarações dadas por Júlio Campos na semana passada, quando afirmou que alguns delegados que decidirão o rumo do partido estariam recebendo “propostas indecorosas”, fazendo referência direta a valores financeiros para influenciar o posicionamento político na disputa interna.
Diante da repercussão das falas, Mauro Mendes reagiu de forma dura e exigiu que o parlamentar leve o caso às autoridades competentes.
“O Júlio Campos devia ir à Justiça ou ir na Polícia registrar um Boletim de Ocorrência, porque isso é crime. Então, se ele falou isso e está se omitindo, também está cometendo crime. Que ele diga quem fez e quem sofreu esse tipo de investida”, declarou o ex-governador.
Mendes também pontuou que já ouviu acusações semelhantes vindas do grupo oposto, mas criticou a postura de lançar suspeitas sem comprovação.
“Só que não fico de maneira irresponsável, fazendo acusação ao vento. Essa prática, de acusar os outros, daquilo que está fazendo, ou pretende fazer, é uma tática antiga e conhecida. Você ficar antecipando resultado é no mínimo um desrespeito ou demonstração de desespero, ficar colocando antecipadamente um suposto resultado”.
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