*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente estadual do Partido Novo em Mato Grosso, Rafael Iacovacci, na última quarta-feira, dia 23 de setembro, durante coletiva com a imprensa, confirmou que candidatos da sigla enfrentam problemas com atrasos nos repasses financeiros previstos dentro da aliança firmada com o PL para as eleições deste ano. Apesar do atrito e da insatisfação de parte da base, o partido garantiu que não deve romper com a candidatura ao Governo do Estado de Wellington Fagundes (PL).
O principal ponto de tensão envolve o acordo financeiro firmado entre as agremiações. Segundo Iacovacci, a cúpula do PL havia prometido repasses que giravam entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões para apoiar a estrutura dos candidatos do Novo, mas, até o momento, apenas metade desse valor foi efetivamente transferida, além de entraves na entrega de material gráfico de campanha.
Para tentar contornar a crise interna, lideranças das duas legendas se reuniram na semana anterior. O encontro contou com a participação do presidente estadual do PL, Ananias Filho, e de boa parte dos candidatos prejudicados.
“Se nós fizemos uma coligação, não é uma coligação por conveniência. Houve ali um atraso, principalmente dos repasses em material gráfico. Nós fizemos uma reunião semana passada, o presidente Ananias Filho pôde participar, com boa parte dos candidatos, e ficou ali acordado que começaria a regularizar a partir de sexta, bem provável segunda. Não concretizou 100% os repasses, mas está em andamento”, ponderou Rafael Iacovacci.
A falta de recursos na ponta gerou reação entre os candidatos proporcionais do Novo, com um grupo chegando a ameaçar o rompimento da aliança majoritária.
“Sobre candidatos pedirem independência na disputa, nós tivemos, de 34 pessoas, apenas dois que pediram, sendo que tinham avisado até com uma certa antecedência, até mesmo antes da coligação. Você não consegue agradar 100%. Quando eu falo uma minoria, é uma minoria mesmo, que ficaram mais inflamados por certas situações, principalmente os que estão mais distantes daqui [Cuiabá]. Às vezes não se sentem tão amparados e bate o desespero. Nós tivemos alguns imprevistos, mas a gente tentou contornar da melhor forma”, afirmou Rafael Iacovacci.
Questionado sobre possíveis sanções ou expulsões decorrentes da rebelião de candidaturas que exigiram maior autonomia na disputa, a direção estadual do Novo descartou punições severas, pontuando que divergências pontuais de campanha não serão motivos para expulsão de filiados.
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