Os funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado, após a rejeição da proposta apresentada pelo banco durante as negociações com as entidades sindicais. Mais de 90% das bases consultadas não aprovaram os termos oferecidos pela instituição. Diante do impasse, a Caixa informou que pretende apresentar uma nova proposta aos trabalhadores ainda nesta quinta-feira.
Caixa enfrenta paralisação após rejeição da proposta
A decisão pela greve ocorreu depois que assembleias realizadas em diferentes regiões do país registraram ampla rejeição à proposta apresentada pela Caixa. De acordo com representantes dos trabalhadores, o resultado das votações reforçou a pressão para que o banco retomasse as negociações.
As tratativas entre a instituição financeira e os sindicatos continuam. A expectativa das entidades que representam os empregados é de que uma nova rodada de negociações seja realizada nesta quinta-feira, justamente no início da paralisação.
Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), afirmou que o resultado das assembleias evidenciou a insatisfação da categoria com os termos apresentados pelo banco.
Segundo a representante sindical, a rejeição em massa contribuiu para o retorno das discussões entre as partes.
Plano de saúde é o principal ponto de conflito com a Caixa
O plano de saúde dos empregados está entre os principais pontos de divergência nas negociações com a Caixa. Os trabalhadores querem mudanças nas regras relacionadas à participação da instituição no financiamento do benefício.
Atualmente, existe um limite de participação da Caixa correspondente a 6,5% da folha de pagamento. A categoria reivindica a retirada desse teto, o que permitiria ampliar a parcela de recursos destinada pelo banco ao custeio do plano de saúde.
Trabalhadores querem mudança na divisão dos custos
Outra reivindicação apresentada pelos funcionários envolve o modelo de divisão das despesas do plano. Os trabalhadores defendem o retorno de uma regra utilizada anteriormente, na qual a Caixa assumia 70% dos custos, enquanto os empregados ficavam responsáveis pelos 30% restantes.
A alteração na forma de custeio tornou-se um dos principais assuntos discutidos durante as negociações coletivas. As entidades sindicais consideram o tema um dos pontos centrais para a construção de um novo acordo.
Até o momento, o banco sinalizou que pretende apresentar uma nova proposta aos funcionários nesta quinta-feira, enquanto a mobilização nacional segue por tempo indeterminado.
Banco do Brasil também terá paralisação parcial
Além da greve envolvendo empregados da Caixa, funcionários do Banco do Brasil também terão uma paralisação parcial nesta quinta-feira. A mobilização ocorre no contexto das negociações trabalhistas envolvendo empregados das duas instituições financeiras públicas.
As paralisações acontecem enquanto as categorias discutem condições de trabalho, benefícios e demais pontos relacionados aos acordos coletivos.
A situação nos bancos públicos ocorre de forma diferente daquela registrada entre os funcionários das instituições financeiras privadas. Nesse segmento, os trabalhadores aprovaram a proposta negociada para a categoria.
Bancos privados tiveram proposta aprovada
O acordo firmado pelos trabalhadores dos bancos privados estabelece reposição integral da inflação, acompanhada de aumento real de 0,60% nos anos de 2026 e 2027.
O reajuste previsto no acordo será aplicado aos salários e também às demais verbas contempladas pela convenção coletiva. Dessa forma, os trabalhadores do setor privado aceitaram os termos negociados, enquanto os empregados da Caixa e do Banco do Brasil seguem em processo de mobilização.

