*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A advogada, professora universitária e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro manifestou-se publicamente por meio de um vídeo publicado recentemente para falar sobre a repercussão da imagem dela após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que culminou em prisão.
“Nos últimos dias, a minha imagem e o meu nome foram vinculados massivamente pelas mídias, narrando uma mulher totalmente descontextualizada com a Tathiana Rabelo da vida real. Existe uma investigação que corre em sigilo, em segredo de Justiça. E justamente respeitando todo o Poder Judiciário, como advogada e professora universitária que já entrou em sala de aula para falar sobre o devido processo legal, sobre sigilo, sobre a liberdade de imprensa de maneira responsável é que me abstenho de falar dessa investigação. A história da Tathiana não começou semana passada, ela começa há 40 anos, dos quais 25 anos são no estado de Mato Grosso. Não estou aqui para buscar aprovação daqueles que já me conhecem e nem daqueles que não me conhecem e viram meu nome e minha imagem vinculada a fatos graves que não correspondem a Tathiana Rabelo da vida real”, disse em vídeo publicado.
ENTENDA O CASO
Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro é a única sócia-administradora da empresa responsável pelo tradicional Tatu Bola Bar, localizado na Praça Popular. Ela foi presa durante a Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira, 25 de agosto.
A ofensiva, de âmbito nacional, tem como foco o desmantelamento de uma organização criminosa especializada na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo. Levada inicialmente para a sede da Superintendência da Polícia Federal na Capital, a empresária é um dos alvos da investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal do Tocantins, com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e de agentes federais do Pará.
De acordo com as apurações da PF, iniciadas a partir de apreensões de entorpecentes realizadas no Tocantins, o grupo operava uma rede de apoio logístico para o tráfico transnacional. A estrutura criminosa organizava voos clandestinos, utilizava aeronaves de pequeno porte, contava com pistas de pouso clandestinas e fornecia suporte para o escoamento de carregamentos de cocaína e armamentos vindos da Bolívia e do Peru com destino ao território brasileiro.
MANDADOS E DESDBRAMENTOS
No total, a Operação Bóreas cumpriu três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão entre Cuiabá (MT) e Palmas (TO). Além da prisão de Thatiana e de outros dois investigados, a 4ª Vara Federal de Palmas determinou a apreensão de aeronaves e o bloqueio e sequestro de bens e valores dos suspeitos. Diante da amplitude da rede, a Polícia Federal também pediu a inclusão de dez investigados na Difusão Vermelha da Interpol.
Os suspeitos presos responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados.

