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Leia: Apontado como coordenador da facção, foragido é preso em Assunção, no Paraguai
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21 de outubro de 2026 21:26

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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Apontado como coordenador da facção, foragido é preso em Assunção, no Paraguai
Polícia

Apontado como coordenador da facção, foragido é preso em Assunção, no Paraguai

Jornalista Mauad
Publicado em: 4 de setembro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Apontado como um dos líderes de uma organização criminosa e coordenador estadual do esquema de financiamento ilícito, João Batista Vieira dos Santos foi preso na última quinta-feira, dia 3 de setembro, em Assunção, capital do Paraguai. A captura foi resultado de uma ação integrada entre a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), a Gerência de Polinter e Capturas (Gepol) da Polícia Civil de Mato Grosso, a Polícia Nacional do Paraguai e a agência norte-americana Drug Enforcement Administration (DEA), durante a Operação Raspa Brasil.

As investigações conduzidas pelas forças de segurança apontam que João Batista atuava na administração dos recursos financeiros da facção. Na estrutura do grupo, ele exercia a função de coordenador estadual, participando ativamente da definição de regras financeiras e da expansão do modelo ilícito no estado de Mato Grosso.

Registros da polícia identificaram que o investigado transportava banners e materiais de divulgação das chamadas “raspadinhas”. Através de videochamadas com outros integrantes, ele cobrava o envio de planilhas de dados de estabelecimentos comerciais, o controle da quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais de repasse. Além do rigor gerencial, o suspeito recorria a ameaças e orientações para acionar o “disciplina” da facção caso houvesse falhas.

Após deixar o estado de Mato Grosso, João Batista passou a residir no Rio de Janeiro, de onde manteve contato constante com membros da facção, antes de fugir do país e se estabelecer em território paraguaio.

FUGA, DOCUMENTOS FALSOS E HISTÓRICO DE CRIMES

Foragido da Justiça de Mato Grosso, o acusado utilizava redes sociais sob identidades falsas para ostentar a rotina e se esquivar da polícia. Em fevereiro de 2026, por exemplo, ele publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que possui contra si cinco mandados de prisão, aparecendo inclusive com uma arma de fogo com características de fuzil.

No momento da captura em Assunção, João Batista foi localizado portando documentação falsa. O uso de artifícios de falsificação não era recente. Em fevereiro de 2023, ele já havia sido identificado utilizando um documento público falsificado no município de Pontes e Lacerda.

O histórico criminal do investigado é robusto e engloba gravíssimos delitos. Em outubro de 2025, o GCCO e o Draco apreenderam quase duas toneladas de maconha em uma chácara vinculada a ele, ocasião em que quatro pessoas foram presas.

O investigado também possui histórico de envolvimento em roubos a instituições financeiras nos moldes do “Novo Cangaço”.

Em 2022, o nome de João Batista foi citado nas investigações sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros. A estrutura foi aberta a partir de uma residência em Cuiabá com direção à Penitenciária Central do Estado (PCE) e seria utilizada para resgatar faccionados detidos na unidade.

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