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Leia: Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano com riscos da inflação
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21 de outubro de 2026 20:39

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano com riscos da inflação
Economia

Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano com riscos da inflação

Comitê do Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano e mantém cautela diante de cenário global instável, com riscos de inflação.

Redação OPMT
Publicado em: 18 de junho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano com riscos da inflação
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17) uma nova redução da Taxa Selic, que passou de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão representa o terceiro corte consecutivo dos juros básicos da economia brasileira e ocorre em meio a um ambiente marcado por desafios internos e incertezas no cenário internacional.

A taxa básica de juros é um dos principais instrumentos utilizados pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar o ritmo da atividade econômica. Com a nova redução, a autoridade monetária busca equilibrar o combate à alta dos preços com a necessidade de estimular o crescimento econômico.

Taxa Selic volta a cair após período prolongado em patamar elevado

A decisão do Copom dá continuidade ao ciclo de flexibilização monetária iniciado em março deste ano. Antes disso, a Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, atingindo o maior nível registrado em quase duas décadas.

A manutenção dos juros em níveis elevados teve como objetivo conter as pressões inflacionárias observadas ao longo dos últimos meses. Taxas mais altas costumam encarecer o crédito para consumidores e empresas, reduzindo o consumo e os investimentos, o que ajuda a desacelerar a economia e controlar a inflação.

Por outro lado, quando ocorre a redução dos juros, a tendência é que financiamentos, empréstimos e compras parceladas se tornem mais acessíveis, favorecendo a circulação de recursos e impulsionando a atividade econômica.

Conflitos internacionais continuam influenciando decisões do Copom

Entre os fatores que pesaram na decisão da autoridade monetária estão as incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio. Segundo o Banco Central, os impactos dessas tensões já são percebidos em diversos mercados, especialmente nos preços de commodities, combustíveis e alimentos.

Volatilidade global preocupa economias emergentes

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom destacou que o ambiente internacional continua exigindo prudência por parte dos países emergentes. A elevação da volatilidade nos mercados financeiros e a instabilidade nos preços de ativos têm aumentado os riscos para as economias em desenvolvimento.

De acordo com o colegiado, a condução da política monetária continuará baseada em uma postura de serenidade e cautela, buscando garantir a estabilidade dos preços sem comprometer excessivamente a atividade econômica e o mercado de trabalho.

Economia brasileira apresenta sinais de recuperação

No cenário doméstico, o Banco Central observou que os indicadores econômicos do primeiro trimestre demonstraram aceleração da atividade produtiva. Alguns setores considerados mais sensíveis ao ciclo econômico voltaram a apresentar desempenho relevante, enquanto o mercado de trabalho segue mostrando resistência mesmo diante dos juros ainda elevados.

Apesar desse quadro, o Copom ressaltou que as expectativas para a inflação permanecem acima do desejado. As projeções mais recentes apontadas pelo relatório Focus indicam inflação de 5,30% para 2026 e de 4,10% para 2027.

Esses percentuais continuam acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabeleceu um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%.

Expectativas de inflação seguem pressionadas

Mesmo com o início do ciclo de cortes dos juros, o Banco Central avalia que ainda existem fatores que dificultam uma trajetória mais rápida de convergência da inflação para a meta.

Entre eles estão as expectativas inflacionárias consideradas desancoradas, as pressões observadas no mercado de trabalho e os reflexos das políticas fiscais sobre os ativos financeiros e sobre a própria condução da política monetária.

O comitê também destacou que continuará monitorando os efeitos das decisões econômicas do governo e o comportamento dos mercados para definir os próximos passos da política de juros.

Próximas decisões dependerão da evolução dos indicadores

O Copom informou que não existe um cronograma pré-definido para novas reduções dos juros. Segundo o comunicado, o ritmo e a intensidade dos próximos ajustes dependerão da evolução dos dados econômicos, especialmente daqueles relacionados à inflação e à atividade econômica.

A autoridade monetária reforçou que seu principal objetivo permanece sendo o retorno da inflação à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para isso, as futuras decisões serão tomadas com base na análise do cenário econômico doméstico e internacional.

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